terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Vemo-nos em Agosto


Li e gostei...



 Todos os anos, a 16 de agosto, Ana Magdalena Bach apanha o ferry que a leva até à ilha onde a mãe está enterrada, para visitar o seu túmulo. Estas viagens acabam por ser um convite irresistível para se tornar uma pessoa diferente durante uma noite por ano.

Ana é casada e feliz há vinte e sete anos e não tem motivos para abandonar a vida que construiu com o marido e os dois filhos. No entanto, sozinha na ilha, Ana Magdalena Bach contempla os homens no bar do hotel, e todos os anos arranja um novo amante. Através das sensuais noites caribenhas repletas de salsa e boleros, homens sedutores e vigaristas, a cada agosto que passa Ana viaja mais longe para o interior do seu desejo e do medo escondido no seu coração.

Escrito no estilo inconfundível e fascinante de García Márquez, Vemo-nos em Agosto é um hino à vida, à resistência do prazer apesar da passagem do tempo e ao desejo feminino. Um presente inesperado de um dos melhores escritores que o mundo já conheceu

sábado, 28 de dezembro de 2024

Ousar Inovar Pedagogicamente

Li e gostei ...


Manifestamente, o mundo pulou e avançou no sentido da digita¬lização, mas a sua inclusão generalizada nas práticas pedagógicas tarda a acontecer.

Num primeiro momento, o livro apresenta a investigação levada a cabo pela autora, na área de Tecnologia Educativa, e as suas reflexões sobre o ensino, centrado em metodologias ativas em que os alunos são os protagonistas da sua aprendizagem.

Num segundo momento, pretende ser um guião, no qual se partilha um vasto conjunto de estratégias e materiais pedagógicos, desenvolvidos e aplicados no ensino secundário, entre 2018 e 2023.

 

sábado, 7 de dezembro de 2024

Participação no 17º Encontro de Bibliotecas de Famalicão


Representei, ontem, a coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Drª Manuela Silva, na abertura do 17º Encontro de Bibliotecas de Famalicão, que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco em Vila Nova de Famalicão.


 

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Ser professor é...


 Um velho estava sentado num banco quando um jovem se aproximou e perguntou:

— Lembra-se de mim, professor?
O velho respondeu:
— Não, não me lembro.
Então, o jovem disse:
— Fui seu aluno.
Curioso, o antigo professor perguntou:
— Ah, e o que você se tornou? O que faz agora?
O jovem sorriu e respondeu:
— Bem, eu também me tornei professor.
Surpreso, o velho disse:
— Que maravilha! Assim como eu?
— Sim, como você. Na verdade, me tornei professor por sua causa. Você me inspirou.
O velho, intrigado, perguntou:
— E quando foi que você decidiu ser professor?
O jovem começou a contar:
— Um dia, ainda na escola, um dos meus colegas veio à aula com um relógio lindo, novo em folha. Eu queria tanto aquele relógio que decidi roubá-lo. Pouco tempo depois, meu colega percebeu o sumiço e reclamou com você.
Você então nos disse:
— Um relógio foi roubado durante a aula. Quem pegou, por favor, devolva.
Eu não devolvi porque queria muito aquele relógio. Então, você fechou a porta e pediu que todos nos levantássemos para que pudesse revistar nossos bolsos. Mas fez algo especial: pediu que fechássemos os olhos.
Quando chegou a minha vez, você encontrou o relógio no meu bolso e o retirou. Em seguida, continuou revistando os outros, sem dizer uma palavra. No final, você disse:
— Podem abrir os olhos. O relógio foi encontrado.
Você nunca mencionou quem havia pegado o relógio. Nunca me repreendeu publicamente, nem fez qualquer comentário sobre isso. Aquele dia foi o mais constrangedor da minha vida, mas também o mais importante.
Com seu silêncio, você salvou a minha dignidade. Foi naquele momento que entendi o que é ser um verdadeiro educador e o valor de um professor.
O jovem então perguntou:
— Lembra-se desse episódio, professor?
O velho respondeu, com um sorriso sereno:
— Eu lembro do relógio roubado, lembro de ter procurado nos bolsos de todos… Mas não lembro de você. Veja bem, eu também fechei os olhos enquanto procurava.
E completou:
— Se, para corrigir, é preciso humilhar, então não se sabe ensinar.
Autor desconhecido