Um romance sobre silêncio, memória e responsabilidade – e sobre o que acontece quando lembrar se torna um ato de justiça.
No Hospital Colónia de Barbacena, onde o esquecimento foi política de Estado, Teresinha é internada grávida e sem defesa. Bernardo, um homem comum, recusa aceitar que o silêncio seja destino dos vivos. Separados por grades, papéis e escolhas irreversíveis, constroem uma ligação feita de cuidado, responsabilidade e promessa.
Quando Bernardo parte em busca da filha de Teresinha – levada ainda criança para longe da mãe –, o romance atravessa cidades, países e tempos, revelando como a violência institucional não termina nos muros que a escondem: prolonga-se nos corpos e transforma a memória num registo que não se apaga. Um romance que confronta, comove e permanece muito depois da última página.





