Crisóstomo, um pescador solitário, ao chegar aos quarenta anos de idade decide fazer o seu próprio destino. Inventa uma família, como se o amor fosse sobretudo a vontade de amar. Sempre com a magnífica capacidade poética de Valter Hugo Mãe, esta história é um elogio a todos quantos resistem para além do óbvio.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
O Filho de Mil Homens
Crisóstomo, um pescador solitário, ao chegar aos quarenta anos de idade decide fazer o seu próprio destino. Inventa uma família, como se o amor fosse sobretudo a vontade de amar. Sempre com a magnífica capacidade poética de Valter Hugo Mãe, esta história é um elogio a todos quantos resistem para além do óbvio.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Sodados de Salamina
Sessenta anos mais tarde, um romancista em crise desenterra este episódio e propõe-se a investigar as circunstâncias daquele gesto de misericórdia. Quem era realmente Rafael Sánchez Mazas? Qual foi a sua verdadeira história de guerra? Quem foi o soldado que o deixou escapar? E porque o fez?
Baseado num episódio verídico, Soldados de Salamina explora a complexa relação entre a memória histórica e a ficção literária.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
O primeiro dia
Li e gostei...
domingo, 6 de setembro de 2026
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
A Tábua de Flandres
No final do século XV, um velho mestre flamengo introduz num dos seus quadros um enigma que pode mudar a história da Europa. No quadro, o duque de Ostenburgo e o seu cavaleiro estão embrenhados numa partida de xadrez enquanto são observados por uma misteriosa dama vestida de negro. Todavia, à época em que o quadro foi pintado, um dos jogadores já havia sido assassinado.
Cinco séculos depois, uma restauradora de arte encontra a inscrição oculta: uis necavit equitem? (Quem matou o cavaleiro?) Auxiliada por um antiquário e um excêntrico jogador de xadrez, a jovem decide resolver o enigma. A investigação assumirá contornos muito singulares: o seu êxito ou fracasso será determinado, jogada a jogada, através de uma partida de xadrez constantemente ameaçada por uma sucessão diabólica de armadilhas e equívocos.
Livro fundamental para os amantes do mistério, "A Tábua de Flandres" foi a obra que tornou Arturo Pérez-Reverte o escritor espanhol contemporâneo mais lido em todo o mundo. Já adaptado ao cinema, é um apaixonante puzzle que o autor encadeia com uma destreza absolutamente excepcional.
domingo, 9 de agosto de 2026
A Jangada de Pedra
Em A Jangada de Pedra (…) o escritor recorre a um estratagema típico.
Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico, inicialmente em direção aos Açores.
A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os atores dos jogos de poder na alta política.
O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria.
quarta-feira, 29 de julho de 2026
O século dos imbecis
A hipótese de um homem morrer de burro não seria tão controversa se não fosse evidente o fascínio que multidões revelam pela ignorância, bem mais do que pela maravilha da sabedoria e sensatez.
Atravessamos o século da informação, mas parecemos resistir ao conhecimento. Como se o lúdico e o torpe definissem afinal o propósito dos colectivos que perdem a vergonha perante a folia de não saberem nada.
Agilulfo, um marquês em tempo de República, abrilhanta quando sobe a montanha e emburrece quando desce. Por sinal, a tentação de o descer é maior do que a de o subir. A pequena vila vive em torno do estranho homem que, sem fazer mais do que cuidar de sua grande casa, está no centro dos interesses de toda a gente.
Entre o riso e o espanto, o absurdo e a mais nítida representação da esperança e da falha humana, a vida passa inteira por aqui.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
As Cinco Mães de Serafim
Foz do Douro, 1923. Nasce Maria Virgínia Landim da Silva, em casa imponente da alta burguesia. Demonstra desde criança uma personalidade vincada, a firmeza de um propósito, um sentido de missão.
Foz do Douro, 2023. O maestro Miguel Serafim, filho de Maria Virgínia, aguarda com ansiedade o reencontro com um amigo de adolescência que não vê há décadas. Abraçam-se, emocionados. Têm de preparar a celebração de um aniversário muito especial. E assim começamos a percorrer uma história que se estende por um século.
Há paixões, fé e mentiras, numa galeria de personagens inesquecíveis. Juras e traições. Segredos tão fundos e inconfessáveis que nos fazem regressar constantemente à pergunta: o que é uma família?
Em múltiplos cruzamentos entre o Porto, o Minho, a Galiza e Trás-os-Montes, o romance viaja entre o nevoeiro de um passado doloroso e a força terna da união de três amigos de infância.
Talvez a amizade seja um outro nome para família.
Talvez a amizade seja um outro nome do amor.
terça-feira, 7 de julho de 2026
Mil Sóis Resplandecentes
terça-feira, 30 de junho de 2026
A Mais bela Maldição
O que podem ter em comum uma baronesa quase centenária da Toscana, um antigo pescador da Póvoa de Varzim, um ex-ministro brasileiro, um gasolineiro dos Açores, um socioeconomista francês a viver em São Tomé, um condutor de camiões do lixo de Bogotá, uma poetisa italiana, um alfarrabista de Rabat, um antigo recluso nova-iorquino e um padre alemão? Uma profunda e incontrariável ligação aos livros, que os levou a dedicarem-lhes toda ou boa parte das suas vidas. São eles e o seu amor por um objeto milenar os protagonistas do novo livro de Rui Couceiro.
Depois de publicar os romances Baiôa sem Data para Morrer e Morro da Pena Ventosa, o autor viajou pelo mundo para conhecer e contar histórias que apaixonarão todos os que, como ele e os protagonistas de A Mais Bela Maldição, adoram os livros e a leitura.
«Uma maravilhosa coleção de histórias literárias. Uma tapeçaria de vidas enfeitiçadas pelas letras. Um colar de histórias escritas lampejo a lampejo. Relatos biográficos que nos convidam a sentirmo-nos, ao mesmo tempo, leitores e protagonistas de sigilosas peripécias humanas em torno da leitura. Uma viagem a esses enigmas e mistérios também chamados bibliotecas pessoais. Com subtileza, inteligência e uma delicada musicalidade verbal, Rui Couceiro traça, de fisionomia em fisionomia, o retrato de todos nós, amantes incorrigíveis dos livros.»
Irene Vallejo
sábado, 27 de junho de 2026
O homem que lia livros
O romance bestseller que comoveu editores, livreiros e leitores em todo o mundo.
Quando tudo parece desaparecer, há um último refúgio de liberdade, esperança e humanidade: uma pequena livraria em Gaza. O romance que comoveu editores, livreiros e leitores em todo o mundo. Entre ruínas e fumo, Julien caminha. Subitamente, para, para fotografar alguém: um velho homem sentado na rua, em frente a uma livraria, rodeado por pilhas e mais pilhas de livros. Ao apontar a objetiva para ele, o velho livreiro diz-lhe que uma imagem tem por detrás dela mil palavras, uma história, e que, antes de se deixar fotografar, tem de contar a sua. Assim começa o romance da vida de Nabil, o velho livreiro. Com um chá na mão, Julien ouve a história de um homem que tudo viveu e nada esqueceu: a fuga, a prisão, os filhos, o enorme amor que o unia a eles, a família que perdeu, as pequenas alegrias e o sofrimento. Quando um velho morre, diz o livreiro ao fotógrafo, uma biblioteca inteira arde. Antes que as páginas da sua vida sejam consumidas pelo fogo do esquecimento, Nabil revela-as a Julien, e a nós, em pequenos e comoventes capítulos, polvilhados com referências aos livros que mais ama.
Este é um romance íntimo e poderoso, no qual tudo ganha vida pela literatura. Uma história mais importante do que nunca. Porque mesmo num lugar onde as bombas desejam ter a última palavra, um homem resiste. Porque ele sabe, ele sente que a cada página lida, a cada palavra dita, ele será – e nós seremos – mais livres.
«Um romance profundamente comovente e uma homenagem a quem tudo perdeu.» Libération
«Uma ode aos livros e à leitura.» Télérama
«Este pequeno romance deveria ser lido por todos, independentemente da sua origem e crenças. Benzine é um grande escritor.» Le Parisien
«Um livreiro que se agarra aos livros como a uma boia de salvação. Através dele, toda uma memória coletiva se desdobra. Romance de resistência, mas também declaração de amor à literatura, a história deixa-nos uma pergunta: o que podem as palavras e os livros fazer face à guerra e à opressão?» France 24
«A alma de um povo e de um país que procura resistir à guerra. Uma personagem que parece querer mostrar-nos que ler pode ser o derradeiro ato de resistência. Um livro poderoso.» L’Observateur
domingo, 3 de maio de 2026
O louco de Deus no Fim do Mundo
«Sou ateu. Sou anticlerical. Sou um laicista militante, um racionalista obstinado, um ímpio inveterado. Mas aqui estou, viajando em direção à Mongólia com o velho vigário de Cristo na Terra, disposto a interrogá-lo acerca da ressurreição da carne e da vida eterna. Foi para isso que embarquei neste avião: para perguntar ao Papa Francisco se a minha mãe verá o meu pai depois da morte e para lhe levar a sua resposta. Eis um louco sem Deus perseguindo o louco de Deus até ao fim do mundo.»
Este é o brilhante início de um livro único que nunca pôde ser escrito, pois o Vaticano jamais abriu as suas portas de par em par a um escritor. Mas, além de singular, este é um livro de plenitude, em que o autor consegue transformar uma proposta invulgar numa história magistral: um thriller sobre o maior mistério da história da humanidade.
Com O Louco de Deus no Fim do Mundo, Javier Cercas regressa à sua linha mais pessoal, conseguindo relacionar as suas obsessões íntimas com uma das preocupações fundamentais da sociedade de hoje: o papel do espiritual e do transcendente na vida humana, o lugar nela ocupado pela religião e a ânsia de imortalidade.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
As Rosas de Barbacena
Um romance sobre silêncio, memória e responsabilidade – e sobre o que acontece quando lembrar se torna um ato de justiça.
No Hospital Colónia de Barbacena, onde o esquecimento foi política de Estado, Teresinha é internada grávida e sem defesa. Bernardo, um homem comum, recusa aceitar que o silêncio seja destino dos vivos. Separados por grades, papéis e escolhas irreversíveis, constroem uma ligação feita de cuidado, responsabilidade e promessa.
Quando Bernardo parte em busca da filha de Teresinha – levada ainda criança para longe da mãe –, o romance atravessa cidades, países e tempos, revelando como a violência institucional não termina nos muros que a escondem: prolonga-se nos corpos e transforma a memória num registo que não se apaga. Um romance que confronta, comove e permanece muito depois da última página.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Uma Paixão Simples
Do outro, um homem casado, estrangeiro, mais jovem, por quem ela perde completamente a cabeça. E por quem espera, dia após dia.
Se o tema parece trivial, não o é, de todo, o modo como os dois anos que dura esta «paixão simples» são contados: no seu estilo frontal, acutilante, despido de vergonhas e julgamentos, Annie Ernaux desfoca a linha ténue entre ficção e autobiografia e põe na voz da narradora as confidências da história de uma relação que toma conta de tudo, que extasia e rebaixa, fonte da maior felicidade e da mais dolorosa solidão.
Viver algo assim será, talvez, o maior privilégio da existência. Lançado em 1991, Uma Paixão Simples surpreendeu o panorama literário francês, quebrando os estereótipos do romance sentimental pelo seu erotismo e pela sua honestidade. Em 2020, foi adaptado ao cinema por Danielle Arbid.
domingo, 12 de abril de 2026
O Telegrama
A 1 de Setembro de 1939, Tolek Klings despede-se da mulher, Klara, e do filho de 2 anos, Juliusz, e junta-se ao Exército Polaco para combater o invasor alemão, prometendo voltar em breve. Mas, para um judeu, a vida no exército pouco difere da vida civil: o antissemitismo grassa e Tolek é atormentado implacavelmente.
Quando a Polónia se rende, Tolek vê-se perante um terrível dilema: fugir para se reunir com a família e protegê-la — correndo o risco de ser fuzilado por desertar — ou permanecer no exército.
Incentivado por Klara, Tolek decide ficar no exército e, nos tempos que se seguem, vive as mais incríveis peripécias, fugindo desde a Hungria até ao Médio Oriente.
É quando está na Palestina, com a guerra a decorrer há mais de ano e meio, que lhe chega um telegrama da mulher, que termina anunciando que está em problemas.
Determinado a salvar a família, mas sem nada poder fazer até a guerra acabar, Tolek acompanha o exército em combate no Egito, Líbia e Itália, numa longa viagem de volta a casa para cumprir a promessa feita à mulher.
segunda-feira, 30 de março de 2026
Ele, ela e o paraíso
Ao longo da vida, Dino Solbiati construiu uma fortuna, tornando-se um grande empreendedor conhecido mundialmente pela sua generosidade e charme.
Como um rei, vive cercado por um grupo de amigos e colaboradores dos quais não prescinde, temendo a solidão. Um dia, já idoso, encontra-se sozinho, sentado numa poltrona e vestido com refinada elegância, num lugar misterioso no meio do nada. Perdido e cansado, adormece. Um leve tagarelar desperta-o e depara-se com a figura esguia de uma senhora idosa: descalça, vestindo um pijama salpicado de estrelas brancas brilhantes, avançando por uma trilha de pequenas nuvens. Ela aproxima-se dele e apresenta-se como Stella Recalcati.
É uma escritora de romances que vive à procura de novas histórias. Explica-lhe que estão ambos no Céu e, curiosa como é, incita-o a falar sobre si próprio.
O que emerge é uma biografia repleta de aventura, intriga e paixão que envolve o leitor na trama de uma existência incrível.
quarta-feira, 25 de março de 2026
O Artista
Verão, 1920. Uma casa isolada na Provença. Um pintor lendário. Uma mulher que vive nas sombras. E um estranho que chega em busca de um artista.
Combinando mistério e um romance que arde devagar, O Artista é um retrato in tenso de egos desmedidos, de autodescoberta e do poder da criação. Entre pincéis e pêssegos maduros, entre o silêncio e a febre do desejo, o sol espalha-se como ouro líquido sobre os campos e o ar pulsa com o aroma da tinta fresca. Ettie move-se pela velha casa como uma sombra silenciosa, criando as condições perfeitas para que o génio do artista, seu tio e célebre pintor, Edouard Tartuffe, floresça. Todas as manhãs, lava os pincéis, organiza as tintas, dispõe as telas, cozinha, limpa. Até que chega Joseph, um jovem britânico, aspirante a jornalista, ansioso por entrevistar o mestre recluso.
À medida que o calor se adensa, segredos fermentam como fruta esquecida; o desejo, a liberdade e o perigo confundem-se no mesmo fogo. Ettie, Joseph e Tartuffe giram em torno uns dos outros como planetas em órbita, inexoravelmente ligados, até colidirem num instante de revelação.
Escrito numa linguagem rica e cinematográfica, Lucy Steeds tece uma narrativa plena de texturas e detalhes, oferecendo ao leitor uma experiência sensorial de rara beleza.
quinta-feira, 12 de março de 2026
O último avô
Poderosamente inventivo
Magistralmente escrito
Verdadeiramente inesperado
Quando Augusto Campelo, o mais genial escritor português, queima o manuscrito no qual trabalhou durante anos, deixa para trás um mistério: seria o tão esperado romance sobre a experiência traumática da Guerra Colonial, de que tantas vezes falava, mas à qual nunca dedicou um livro? Subsiste a dúvida: o escritor morre uma semana depois.
Resta por isso ao neto — herdeiro do nome e da memória familiar — a missão de descobrir a verdade e de compreender (ou não) o gesto do avô. Mas essa busca arrasta-o sem querer para um terreno bem mais doloroso, que se prende com a fuga e a morte prematura da mãe, cuja ausência é sublinhada há anos por um quarto trancado na casa do avô.
Atravessando a intimidade de três gerações de uma família marcada por perdas, conflitos e paixões, O Último Avô conta a história da relação entre um escritor tirânico e o seu único neto, entre a herança literária e a vida real.
Depois de O Meu Irmão (Prémio LeYa) e Pão de Açúcar (Prémio Literário José Saramago), este regresso arrebatador de Afonso Reis Cabral confirma-o como uma das vozes maiores da literatura portuguesa contemporânea.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
A Livraria dos Segredos
1938. Em busca de um recomeço depois da morte do pai, Lara Hope chega a Lisboa à procura de uma família que nunca conheceu. Com a guerra a assolar a Europa, Lara encontra refúgio e sentido de pertença na tranquila livraria da sua senhoria, num dos recantos mais bonitos da cidade.
Porém, ao reparar num cliente a trocar secretamente um livro por outro, apercebe-se de que a livraria não é apenas uma loja. Lara mergulha então num mundo labiríntico de mistério e dissimulação, encontrando novos amigos, um romance inesperado e até mesmo a realeza… Estará ela realmente preparada para arriscar tudo por uma nova vida?
Mistério, romance e amizade num livro inspirador que desvenda os meandros do mundo da espionagem da Lisboa da Segunda Guerra Mundial.

















