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segunda-feira, 20 de julho de 2026

As Cinco Mães de Serafim

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O que é uma família?

Foz do Douro, 1923. Nasce Maria Virgínia Landim da Silva, em casa imponente da alta burguesia. Demonstra desde criança uma personalidade vincada, a firmeza de um propósito, um sentido de missão.
Foz do Douro, 2023. O maestro Miguel Serafim, filho de Maria Virgínia, aguarda com ansiedade o reencontro com um amigo de adolescência que não vê há décadas. Abraçam-se, emocionados. Têm de preparar a celebração de um aniversário muito especial. E assim começamos a percorrer uma história que se estende por um século.

Há paixões, fé e mentiras, numa galeria de personagens inesquecíveis. Juras e traições. Segredos tão fundos e inconfessáveis que nos fazem regressar constantemente à pergunta: o que é uma família?

Em múltiplos cruzamentos entre o Porto, o Minho, a Galiza e Trás-os-Montes, o romance viaja entre o nevoeiro de um passado doloroso e a força terna da união de três amigos de infância.

Talvez a amizade seja um outro nome para família.
Talvez a amizade seja um outro nome do amor.

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Mil Sóis Resplandecentes

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Mil Sóis Resplandecentes passa em revista os últimos trinta anos no Afeganistão através da comovente história de duas mulheres afegãs casadas com o mesmo homem, unidas pela amizade e pela dor proveniente dos abusos que lhes são infligidos, dentro e fora de casa, em nome do machismo e da violência política vigente durante o regime talibã, mas separadas pela idade e pelas aspirações de vida. Um livro revelador, que aborda as relações humanas e as reforça perante reações de poder excessivo e impunidade.

 

terça-feira, 30 de junho de 2026

A Mais bela Maldição

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O que podem ter em comum uma baronesa quase centenária da Toscana, um antigo pescador da Póvoa de Varzim, um ex-ministro brasileiro, um gasolineiro dos Açores, um socioeconomista francês a viver em São Tomé, um condutor de camiões do lixo de Bogotá, uma poetisa italiana, um alfarrabista de Rabat, um antigo recluso nova-iorquino e um padre alemão? Uma profunda e incontrariável ligação aos livros, que os levou a dedicarem-lhes toda ou boa parte das suas vidas. São eles e o seu amor por um objeto milenar os protagonistas do novo livro de Rui Couceiro.

Depois de publicar os romances Baiôa sem Data para Morrer e Morro da Pena Ventosa, o autor viajou pelo mundo para conhecer e contar histórias que apaixonarão todos os que, como ele e os protagonistas de A Mais Bela Maldição, adoram os livros e a leitura.


«Uma maravilhosa coleção de histórias literárias. Uma tapeçaria de vidas enfeitiçadas pelas letras. Um colar de histórias escritas lampejo a lampejo. Relatos biográficos que nos convidam a sentirmo-nos, ao mesmo tempo, leitores e protagonistas de sigilosas peripécias humanas em torno da leitura. Uma viagem a esses enigmas e mistérios também chamados bibliotecas pessoais. Com subtileza, inteligência e uma delicada musicalidade verbal, Rui Couceiro traça, de fisionomia em fisionomia, o retrato de todos nós, amantes incorrigíveis dos livros.»

Irene Vallejo



 

sábado, 27 de junho de 2026

O homem que lia livros

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domingo, 3 de maio de 2026

O louco de Deus no Fim do Mundo

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«Sou ateu. Sou anticlerical. Sou um laicista militante, um racionalista obstinado, um ímpio inveterado. Mas aqui estou, viajando em direção à Mongólia com o velho vigário de Cristo na Terra, disposto a interrogá-lo acerca da ressurreição da carne e da vida eterna. Foi para isso que embarquei neste avião: para perguntar ao Papa Francisco se a minha mãe verá o meu pai depois da morte e para lhe levar a sua resposta. Eis um louco sem Deus perseguindo o louco de Deus até ao fim do mundo.»

Este é o brilhante início de um livro único que nunca pôde ser escrito, pois o Vaticano jamais abriu as suas portas de par em par a um escritor. Mas, além de singular, este é um livro de plenitude, em que o autor consegue transformar uma proposta invulgar numa história magistral: um thriller sobre o maior mistério da história da humanidade.

Com O Louco de Deus no Fim do Mundo, Javier Cercas regressa à sua linha mais pessoal, conseguindo relacionar as suas obsessões íntimas com uma das preocupações fundamentais da sociedade de hoje: o papel do espiritual e do transcendente na vida humana, o lugar nela ocupado pela religião e a ânsia de imortalidade.


 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

As Rosas de Barbacena

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Um romance sobre silêncio, memória e responsabilidade – e sobre o que acontece quando lembrar se torna um ato de justiça.

No Hospital Colónia de Barbacena, onde o esquecimento foi política de Estado, Teresinha é internada grávida e sem defesa. Bernardo, um homem comum, recusa aceitar que o silêncio seja destino dos vivos. Separados por grades, papéis e escolhas irreversíveis, constroem uma ligação feita de cuidado, responsabilidade e promessa.

Quando Bernardo parte em busca da filha de Teresinha – levada ainda criança para longe da mãe –, o romance atravessa cidades, países e tempos, revelando como a violência institucional não termina nos muros que a escondem: prolonga-se nos corpos e transforma a memória num registo que não se apaga. Um romance que confronta, comove e permanece muito depois da última página.


 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Uma Paixão Simples

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De um lado, uma mulher culta, independente, divorciada e já com filhos adultos.

Do outro, um homem casado, estrangeiro, mais jovem, por quem ela perde completamente a cabeça. E por quem espera, dia após dia.

Se o tema parece trivial, não o é, de todo, o modo como os dois anos que dura esta «paixão simples» são contados: no seu estilo frontal, acutilante, despido de vergonhas e julgamentos, Annie Ernaux desfoca a linha ténue entre ficção e autobiografia e põe na voz da narradora as confidências da história de uma relação que toma conta de tudo, que extasia e rebaixa, fonte da maior felicidade e da mais dolorosa solidão.

Viver algo assim será, talvez, o maior privilégio da existência. Lançado em 1991, Uma Paixão Simples surpreendeu o panorama literário francês, quebrando os estereótipos do romance sentimental pelo seu erotismo e pela sua honestidade. Em 2020, foi adaptado ao cinema por Danielle Arbid.


 

domingo, 12 de abril de 2026

O Telegrama

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A 1 de Setembro de 1939, Tolek Klings despede-se da mulher, Klara, e do filho de 2 anos, Juliusz, e junta-se ao Exército Polaco para combater o invasor alemão, prometendo voltar em breve. Mas, para um judeu, a vida no exército pouco difere da vida civil: o antissemitismo grassa e Tolek é atormentado implacavelmente.

Quando a Polónia se rende, Tolek vê-se perante um terrível dilema: fugir para se reunir com a família e protegê-la — correndo o risco de ser fuzilado por desertar — ou permanecer no exército.

Incentivado por Klara, Tolek decide ficar no exército e, nos tempos que se seguem, vive as mais incríveis peripécias, fugindo desde a Hungria até ao Médio Oriente.

É quando está na Palestina, com a guerra a decorrer há mais de ano e meio, que lhe chega um telegrama da mulher, que termina anunciando que está em problemas.

Determinado a salvar a família, mas sem nada poder fazer até a guerra acabar, Tolek acompanha o exército em combate no Egito, Líbia e Itália, numa longa viagem de volta a casa para cumprir a promessa feita à mulher.


 

segunda-feira, 30 de março de 2026

Ele, ela e o paraíso

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Ao longo da vida, Dino Solbiati construiu uma fortuna, tornando-se um grande empreendedor conhecido mundialmente pela sua generosidade e charme.
Como um rei, vive cercado por um grupo de amigos e colaboradores dos quais não prescinde, temendo a solidão. Um dia, já idoso, encontra-se sozinho, sentado numa poltrona e vestido com refinada elegância, num lugar misterioso no meio do nada. Perdido e cansado, adormece. Um leve tagarelar desperta-o e depara-se com a figura esguia de uma senhora idosa: descalça, vestindo um pijama salpicado de estrelas brancas brilhantes, avançando por uma trilha de pequenas nuvens. Ela aproxima-se dele e apresenta-se como Stella Recalcati.

É uma escritora de romances que vive à procura de novas histórias. Explica-lhe que estão ambos no Céu e, curiosa como é, incita-o a falar sobre si próprio.

O que emerge é uma biografia repleta de aventura, intriga e paixão que envolve o leitor na trama de uma existência incrível.


 

quarta-feira, 25 de março de 2026

O Artista

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Verão, 1920. Uma casa isolada na Provença. Um pintor lendário. Uma mulher que vive nas sombras. E um estranho que chega em busca de um artista.

Combinando mistério e um romance que arde devagar, O Artista é um retrato in tenso de egos desmedidos, de autodescoberta e do poder da criação. Entre pincéis e pêssegos maduros, entre o silêncio e a febre do desejo, o sol espalha-se como ouro líquido sobre os campos e o ar pulsa com o aroma da tinta fresca. Ettie move-se pela velha casa como uma sombra silenciosa, criando as condições perfeitas para que o génio do artista, seu tio e célebre pintor, Edouard Tartuffe, floresça. Todas as manhãs, lava os pincéis, organiza as tintas, dispõe as telas, cozinha, limpa. Até que chega Joseph, um jovem britânico, aspirante a jornalista, ansioso por entrevistar o mestre recluso.

À medida que o calor se adensa, segredos fermentam como fruta esquecida; o desejo, a liberdade e o perigo confundem-se no mesmo fogo. Ettie, Joseph e Tartuffe giram em torno uns dos outros como planetas em órbita, inexoravelmente ligados, até colidirem num instante de revelação.

Escrito numa linguagem rica e cinematográfica, Lucy Steeds tece uma narrativa plena de texturas e detalhes, oferecendo ao leitor uma experiência sensorial de rara beleza.


 

quinta-feira, 12 de março de 2026

O último avô

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Poderosamente inventivo
Magistralmente escrito
Verdadeiramente inesperado

Quando Augusto Campelo, o mais genial escritor português, queima o manuscrito no qual trabalhou durante anos, deixa para trás um mistério: seria o tão esperado romance sobre a experiência traumática da Guerra Colonial, de que tantas vezes falava, mas à qual nunca dedicou um livro? Subsiste a dúvida: o escritor morre uma semana depois.
Resta por isso ao neto — herdeiro do nome e da memória familiar — a missão de descobrir a verdade e de compreender (ou não) o gesto do avô. Mas essa busca arrasta-o sem querer para um terreno bem mais doloroso, que se prende com a fuga e a morte prematura da mãe, cuja ausência é sublinhada há anos por um quarto trancado na casa do avô.

Atravessando a intimidade de três gerações de uma família marcada por perdas, conflitos e paixões, O Último Avô conta a história da relação entre um escritor tirânico e o seu único neto, entre a herança literária e a vida real.

Depois de O Meu Irmão (Prémio LeYa) e Pão de Açúcar (Prémio Literário José Saramago), este regresso arrebatador de Afonso Reis Cabral confirma-o como uma das vozes maiores da literatura portuguesa contemporânea.


 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Livraria dos Segredos

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1938. Em busca de um recomeço depois da morte do pai, Lara Hope chega a Lisboa à procura de uma família que nunca conheceu. Com a guerra a assolar a Europa, Lara encontra refúgio e sentido de pertença na tranquila livraria da sua senhoria, num dos recantos mais bonitos da cidade.

Porém, ao reparar num cliente a trocar secretamente um livro por outro, apercebe-se de que a livraria não é apenas uma loja. Lara mergulha então num mundo labiríntico de mistério e dissimulação, encontrando novos amigos, um romance inesperado e até mesmo a realeza… Estará ela realmente preparada para arriscar tudo por uma nova vida?

Mistério, romance e amizade num livro inspirador que desvenda os meandros do mundo da espionagem da Lisboa da Segunda Guerra Mundial.


 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Memórias de Adriano

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"Memórias de Adriano" é a obra-prima de Marguerite Yourcenar. Publicado pela primeira vez em 1951, após um intenso processo de pesquisa, escrita e reescrita que durou cerca de trinta anos, o livro obteve enorme sucesso e converteu-se imediatamente em um clássico da literatura moderna. Nesta espécie de autobiografia imaginária, a "grande dama da literatura francesa" recria a notável vida do imperador Adriano, com seus triunfos e reveses, e dá forma a um romance histórico, mas também poético e filosófico, que se tornaria uma das mais fascinantes obras de ficção do século XX.

 

domingo, 21 de dezembro de 2025

O fio das missangas

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Uma vez mais Mia Couto regressa ao conto, género literário que parece ser o da sua maior realização. Estórias breves mas contendo, cada uma delas, as infinitas vidas que se condensam em cada ser humano. Uma vez mais, a linguagem é trabalhada como se fosse delicada filigrana, confirmando o que o autor disse de si mesmo: «conto estórias por via da poesia».

São vinte e nove contos unidos como missangas em redor de um fio, que é a escrita encantada de um consagrado fabricador de ilusões.



 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Os Meus Dias na Livraria Morisaki

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Esta é uma história em que a magia dos livros, a paixão pelas coisas simples e belas e a elegância japonesa se unem para nos tocar a alma e o coração. Estamos em Jimbocho, o bairro das livrarias de Tóquio, um paraíso para leitores. Aqui, o tempo não se mede da mesma maneira e a tranquilidade contrasta com o bulício do metro, ali ao lado, e com os desmesurados prédios modernos que traçam linhas retas no céu.

Mas há quem não conheça este bairro. Takako, uma rapariga de 25 anos, com uma existência um pouco cinzenta, sabe onde fica, mas raramente vem aqui. Porém, é em Jimbocho que fica a livraria Morisaki, que está na família há três gerações: um espaço pequenino, num antigo prédio de madeira. Estamos assim apresentados ao reino de Satoru, o excêntrico tio de Takako. Satoru é o oposto de Takako, que, desde que o rapaz por quem estava apaixonada lhe disse que iria casar com outra pessoa, não sai de casa.

É então que o tio lhe oferece o primeiro andar da Morisaki para morar. Takako, que lê tão pouco, vê-se de repente a viver entre periclitantes pilhas de livros, a ter de falar com clientes que lhe fazem perguntas insólitas. Entre conversas cada vez mais apaixonadas sobre literatura, um encontro num café com um rapaz tão estranho quanto tímido e inesperadas revelações sobre a história de amor de Satoru, aos poucos, Takako descobre uma forma de falar e de estar com os outros que começa nos livros para chegar ao coração. Uma forma de viver mais pura, autêntica e profundamente íntima, que deixa para trás os medos do confronto e da desilusão.



segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Entre irmãs

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Há anos, Meghann Dontess fez uma escolha terrível que lhe custou tudo, incluindo o amor da irmã, Claire. Agora Meghann é uma advogada de sucesso que não acredita no amor… até encontrar o único homem que a pode fazer mudar de ideias. Claire Cavenaugh apaixonou-se pela primeira vez na vida. À medida que a data do casamento se aproxima, ela prepara-se para enfrentar a obstinada irmã. Reencontram-se depois de mais de duas décadas afastadas e estas duas mulheres que parecem não ter nada em comum vão tentar finalmente ser uma família. Um livro terno e comovente, que explora as alegrias e tristezas partilhadas pelas irmãs, os erros cometidos em nome do amor e a promessa de salvação.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Não contes a ninguém

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Não contes a ninguém é uma história que vive mais do suspense e da tensão psicológica. É isso que vai movendo grande parte da ação. A outra parte é composta pelo desenvolvimento de uma relação amorosa. 
 O tema central do livro, e de onde partem todos os outros acontecimentos, é uma situação de violência doméstica. Por isso, desde o início que conhecemos o criminoso e as vítimas. Aquilo que vai sendo descoberto aos poucos é a dimensão da violência e o impacto que ela foi causando na mãe, Mary Grace (Caroline - novo nome) e no seu filho. 

Infelizmente, nem todos os casos de violência doméstica têm o desenvolvimento e o desfecho deste. Mary Grace/Caroline foi inteligente e corajosa. Quis lutar por um futuro diferente para o seu filho. A luta dela foi inspiradora. Perceber aquilo que ela necessitou de ultrapassar para conquistar um lugar seguro é bastante emotivo. Ela é uma inspiração, nomeadamente, a sua coragem e a sua capacidade de seguir em frente, apesar de todas as situações adversas que a rodeavam. 

A Bibliotecária Portuguesa


Com pouco mais de vinte anos de idade, Belle da Costa Greene é contratada por J. P. Morgan, um dos homens mais poderosos do mundo.

A sua função? Fazer a curadoria de manuscritos e livros raros da nova Biblioteca Pierpont Morgan.

De ascendência portuguesa, Belle rapidamente se torna uma referência no mundo das artes de Nova Iorque, conhecida pelo seu gosto apurado e capacidade de negociação na construção de uma coleção de classe mundial.

Mas a jovem esconde um perigoso segredo.

Na verdade, ela não é morena devido à sua herança portuguesa, mas sim devido a algo que tem de esconder de todos.

A Bibliotecária Portuguesa conta a história de uma mulher extraordinária, famosa pelo seu intelecto e personalidade, e até onde ela está disposta a ir para preservar a sua identidade branca, cuidadosamente elaborada para o mundo racista em que vive.


 

sábado, 30 de agosto de 2025

Segredos de Família

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Mãe e filha. Estranhas, separadas, rancorosas. O forçado regresso à casa de verão da família onde as unia ainda o amor pode não ser o caminho mais fácil para a reconciliação. Ali foram felizes, mas ali tudo se perdeu. Ao abandonar o marido, Nora deixou também as filhas para trás. Construiu uma nova vida, tornou-se uma conhecida jornalista de rádio. Ruby, a filha mais nova, ouve com amargura os conselhos que mãe partilha com os ouvintes. Revoltada, aceita a proposta de uma revista para expor os segredos da sua mãe em praça pública, mas a estadia na casa de San Juan pode ainda alterar o destino de ambas. Nora é agora uma mulher madura, realizada. Ruby uma jovem com talento. Poderão perdoar-se? Poderá Ruby perceber as razões da mãe, a Nora reconhecer os seus erros? Um envolvente romance assinado por Kristin Hannah, uma das mais elogiadas ficcionistas do momento. Exímia na procura dos laços que tocam e nos moldam ao longo da vida, Kristin Hannah não hesita em abordar o universo dos sentimentos, das relações de família, o envelhecimento, a força, a coragem necessárias para essa longa viagem da vida. Distinguida com o Rita Award e o National Reader’s Choice, toca de perto a vulnerabilidade do ser humano, mas também a sua capacidade de mudança.

 

sábado, 23 de agosto de 2025

Cem Anos de Solidão

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"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo."
Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido - começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro,