sábado, 9 de janeiro de 2010

Consequências do Acordo ME/Sindicatos

"João Dias da Silva, líder da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, destacou o fim da divisão da carreira e a possibilidade de progressão de todos os docentes como os principais pontos positivos. "O nosso objectivo, na quinta-feira, era chegar a um acordo e fazer tudo por isso. Mas tinha que ser um acordo que permitisse aos professores passar para uma situação melhor" (...) o "sim" da FNE aconteceu já a rasar a meia-noite quando, de volta à sala da FNE, Isabel Alçada se "mostrou disponível" para deixar em acta que, "na construção da solução final, se procuraria melhorar as condições de transição do antigo para o novo ECD" (estatuto de carreira docente)."
Consequências do acordo:

- Mais vagas - antes, só 30 por cento dos professores chegavam ao topo da carreira, agora todos poderão chegar.

- Carreira única de 10 escalões - sem categorias hierárquicas, mas com dois estrangulamentos na passagem para o 5.º e para o 7.º escalão: as vagas anuais até 2013 ( inicialmente o ME só fixara estas percentagens para 2010) são respectivamente de 50 e 33 por cento. Em relação ao primeiro documento do Ministério, regista-se nesta último caso uma dilatação de 30 para 33 por cento.

- Bom para Muito Bom em três anos - Os docentes são classificados numa escala de 0 a 10. O "Bom" vai de 6,5 a 7,9. Em três anos, com a compensação acordada, um docente classificado com 6,5 terá uma nota de 8, equivalente a um "Muito Bom", ficando assim garantida a sua passagem de escalão, uma vez que no novo ECD se estabelece que os docentes classificados com esta nota ( ou com Excelente) progridem, independentemente da abertura ou não de vagas.

- Excelente e Muito Bom com progressão automática - a progressão automática ao 5º e 7º escalão dos docentes que obtenham classificações de mérito não incidirá sobre a percentagem de lugares disponível - não retiram lugares aos que só podem progredir por vagas.

- Prova de Ingresso na Carreira - obrigação da realização de uma prova de ingresso na profissão. Ao contrário do que acontecia ma primeira versao, ficou fixado que esta obrigação não abrangerá aqueles que já tenham exercido a docência, como é o caso dos professores contratados.

- Observação de aulas - ficou decidido que o responsável pela avaliação terá que observar aulas dadas pelo avaliado na passagem para o 3º e 5º escalão. Quem se candidatar a classificações de mérito terá também aulas observadas, uma disposição já contida no “simplex” da avaliação que entrou em vigor no ano passado.

- Ciclo de avaliação de dois anos - Os ciclos de avaliação serão de dois em dois anos, tendo na base um relatório de auto-avaliação.
- Objectivos Individuais - A entrega de Objectivos Individuais será voluntária, mas quem se candidatar a classificações de mérito terá que o fazer. A avaliação sera decidida por um juri constituído no âmbito do Conselho Pedagógico e presidido pelo director da escola.

- Concurso de Professores - no próximo ano será aberto novo cocurso para a colocação de professores.
Fonte: Público

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

As vacinas e a Gripe A

Onde estão os três Mosqueteiros?

"Nos últimos três anos, o Governo manteve-se sempre inflexível na defesa do modelo de avaliação de desempenho dos professores e na divisão da carreira em duas categorias. Agora, e em apenas um mês, tudo mudou. Com ou sem a palavra "suspensão", a verdade é que todos os procedimentos da avaliação actualmente em curso para o período 2009/11 vão parar. E o modelo será bastante alterado. A avaliação não ficará a cargo dos titulares, categoria que, aliás, deixará de existir".
Expresso, 21 de Novembro de 2009
Comentário:
Numa mensagem anterior escrevi o seguinte: "passam as pessoas e o Ministério da Educação fica". Apetece-me acrescentar o ditado popular "o que hoje é verdade amanhã é mentira". Na verdade aquilo que uns consideraram como verdade única, outros, agora, pensam que há mais do que uma verdade (eu sou um deles, no que diz respeito a esta matéria). Também sempre estive convencido que este momento mau, para a classe docente, seria passageiro e sempre transmite isso aos que me rodeavam.
Acredito que esta ministra não fará milagres mas fará as coisas de uma outra forma. Esta ministra fará algo que a a sua antecessora nunca fez: dialogará, e isto só por si já é muito.
Gostava de ouvir, agora, os três mosqueteiros que partiram e fizeram-no de uma forma tão inglória que agora nem respiram... Paz às suas almas.

sábado, 24 de outubro de 2009

Uma Aventura no Ministério da Educação

Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950 - tem 59 anos - e é a mais velha de três irmãs. Frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário, e licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.
Como escritora de livros infanto-juvenis estreou-se em 1982, em parceria com Ana Maria Magalhães, com a colecção Uma Aventura, que conta hoje com mais de 50 volumes, e depois Viagens no Tempo.

No ano lectivo 1995/1996 foi nomeada pelo Ministério da Educação coordenadora do grupo de trabalho responsável pela concepção da rede de bibliotecas escolares, e no ano seguinte foi nomeada para coordenar a equipa encarregada de estudar as problemáticas relacionadas com o livro escolar.

Um dos principais desafios de Isabel Alçada deverá ser recuperar as deterioradas relações entre a tutela e os sindicatos de professores, que travaram uma "batalha" na última legislatura com Maria de Lurdes Rodrigues.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Perdi os professores e a opinião pública

"Perdi os professores, mas ganhei a opinião pública", autojustificava-se ela no calor dos protestos de professores e alunos contra as suas singularíssimas políticas educativas. Uma sondagem CM/Aximage agora divulgada revela que, afinal, a tal "opinião pública" a considera o pior dos ministros de Sócrates, "chumbando-a" com 7,2 valores numa escala de 0 a 20. É o episódio típico do "arroseur arrosé": quem tanto se notabilizou pela fúria avaliadora de tudo e todos "chumbou" rotundamente quando chegou a sua vez de ser avaliada. Em "eduquês" corrente, Maria de Lurdes Rodrigues teria ficado "retida" e deveria submeter-se a um "plano de acompanhamento". Em política, no entanto, ao contrário do que se passa no sistema educativo, a condescendência é pouca quando, como é o caso, um ministro manifestamente atingiu o seu patamar de Peter de incompetência. Alguém, de facto, acredita que Sócrates irá "reter" a ministra?"

António Pina, JN

Interessante esta reflexão... Como é que esta figura conseguiu enganar tanta gente? Fica a questão... Responda o próprio leitor.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

5 de Outubro - Dia Mundial do Professor

Neste dia em que não ouvimos uma única palavra de incentivo ou outra qualquer da parte do ME, deixo-vos uma palavra de carinho e de apreço pelo trabalho árduo que os professores desenvolvem... Parabéns... a ousadia compensa!!!