sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Todos a Lisboa no dia 8 de Novembro

Leiam isto de um colega nosso.
Com este espírito podemos conseguir:OLÁ COLEGAS!Tenho estado a observar tudo o que se passa à minha volta, toda esta agitação, todas estas movimentações e... fico perpelexo!...POR FAVOR: Não façam como aquele marido infiel que trocava a sua esposa de 40 anos por duas de 20 anos. Este é o momento por que tanto esperávamos. Pensemos em nós e na nossa carreira. Esqueçamos o nosso orgulho e unámo-nos TODOS, porque só assim seremos CAPAZES de travar esta pouca pouca vergonha que impera no nosso ensino! Eles (os nossos governantes) já se estão a rir de todas estas movimentações des-sincronizadas e já batem palmas de contentes, porque estão a conseguir atingir os seus objectivos, provavelmente até por meios de alguns infiltrados, quem sabe...NÃO, CAROS COLEGAS! Por aí não é o caminho. Não vou dizer que aqueles que lançaram o mote não tenham toda a legitimidade para a escolha da data. Porém a simbologia «8 DE MARÇO DE 2007 - MAIS DE 100.000 MANIFESTANTES NAS RUA DE LISBOA e 8 DE NOVEMBRO DE 2008 - MAIS DE 140.000 MANIFESTANTES PROFESSORES INVADEM A CAPITAL PORTUGUESA» penso que terá ainda mais impacto. Além disso, de nada nos adiantará a nossa manifestação após terminadas as negociações. O nosso braço de ferro deve e tem que ser durantes as mesmas. Talvez assim, eles tomem consciência da importância e do peso que tem a nossa classe, quanto mais não seja em época de eleições!Quem é o colega que está contente com a sua situação?Por acaso, fomos tidos e achados, aquando da alteração ao estatuto da carreira docente (ECD)? Acaso fomos ouvidos sobre a divisão da nossa classe? E quanto à avaliação? Acaso, pretendem eles que deixemos de leccionar para passarmos a ser administrativos, onde só impera a burocracia dos papeis? Ou pretenderão eles que os alunos transitem sempre - segundo o estatuto do aluno - e os docentes é que passem a ser os avaliados. Sim. A ideia parece-me interesssante! Assim eles, «com um tiro matam dois coelhos»! Deixa de haver insucesso escolar e é a melhor forma de não pagar aos professores. Que bela forma, de motivar e dignificar os professores!E já pensaram, nas novas regras dos concursos que se aproximam: acabar com o QZP's; obrigar os professores a 25 agrupamentos e a 4 zonas. Que pretendem eles com isto? Pois eu digo-vos: ARMAR CONFUSÃO!; colocar os professores, com a sua vida mais ou menos estabilizada, longe de casa; separar famílias, desmotivar a classe docente.Mas nós não vamos permitir a tal aberração. Por isso, no dia 8 DE NOVEMBRO DE 2008, sejamos todos e a uma só voz uma chama, A TOCHA DA UNIÃO (tal como a olímpica). Por vezes é necessário darmos o braço a torcer.SÓ ASSIM, TENHO A CERTEZA, VAMOS VENCER!Um abraço a todos...
Nota: Recebi este texto por e-mail e reolvi colocá-lo aqui pois pareceu-me apelativo para o dia 8 de Novembro.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Dezenas de escolas pedem suspensão da avaliação


O Ministério da Educação vai receber pelo menos 20 pedidos de suspensão do processo de avaliação de professores. É o resultado das moções e abaixo-assinados que muitas escolas já aprovaram e já enviaram para o gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues.
Pedindo uma redefinição do modelo adoptado, João Dias da Silva, da FNE (Federação Nacional de Educação) acredita que os 20 pedidos de suspensão do processo de avaliação de professores é um número que ainda vai aumentar pelas escolas um pouco por todo o país.
A FENPROF tem também a informação de que pelo menos três dezenas de escolas já solicitaram a suspensão do processo de avaliação de professores.
«Há muitas escolas que sem terem aprovado a moção em reunião de escola ou nos órgãos próprios decidiram neste momento manter parado todo o processo e portanto o número de escolas que já avançou com o processo de avaliação é reduzido», salienta.
Os sindicatos de professores dizem que não estão contra o processo de avaliação, mas criticam o modelo, na medida em que o consideram demasiado burocrático.
Os dirigentes sindicais queixam-se da incompatibilidade entre as exigências requeridas e as funções que têm de cumprir nas escolas.
Fonte: TSF

8 de Novembro

Vamos todos invadir Lisboa no dia 8 ... Força... Empenho ... Coragem... Determinação...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Plataforma Sindical em peso no dia 8 em Lisboa

A FNE mobiliza todos os educadores e professores a participarem no plenário nacional do próximo dia 8 de Novembro em Lisboa. Veja aqui, clicando, a justificação da FNE para a sua participação:

http://www.fne.pt/media/video/show/id/397

sábado, 11 de outubro de 2008

A luta dos professores está de volta... Preparem-se

O estado de espírito dos professores mudou muito de quinta para sexta. Graças aos blogs, sobretudo ao Umbigo , os professores deixaram-se de acusações mútuas e queixas contra os sindicatos e começaram a acreditar que será possível voltar à rua, em breve. Em Novembro. Os 500 comentários no Umbigo, num só dia, quase todos favoráveis à realização de uma marcha, em Lisboa, no dia 15/11, ajudaram os sindicatos a fazerem uma leitura mais positiva da realidade. A FENPROF foi a primeira a perceber que os professores decidiram aderir em massa à marcha do dia 15/11. Foi por isso que, ontem à tarde, Mário Nogueira, em conferência de imprensa, afirmou que os professores vão promover uma grande acção nacional de luta, em Novembro. A FNE, um pouco mais discreta, vai esperar pela reunião do dia 14/10 com a ministra da educação para tomar uma decisão. Não terá outro remédio senão aderir ao movimento de massas. Um movimento imparável porque os professores estão de "saco cheio" e já não aguentam mais humilhações e desconsideração. Os sindicatos que ficarem de fora do movimento vão sofrer uma enorme sangria de filiados. Estou em crer que nenhum correrá esse risco.
O tempo sofreu uma aceleração considerável. O cronograma do movimento é este:
1. Dia 13/10 (segunda-feira): reunião da Plataforma Sindical. A FENPROF vai propor aos restantes sindicatos a aprovação de uma grande acção nacional de luta, em Novembro.
2. Dia 14/10 (terça-feira): reunião da FENPROF, da FNE e de outros sindicatos com a ministra da educação. Será feito um ultimato: ou a ministra aceita suspender o processo de avaliação de desempenho (razão invocada: imensas ilegalidades) ou os sindicatos denunciam o memorando de entendimento. É quase certo que a ministra manterá a postura habitual. Valter Lemos sairá a terreiro para acusar as organizações sindicais de deslealdade e incumprimento do memorando de entendimento. A guerra estala!
3. Dia 14/10 ao final da tarde: A FENPROF (provavelmente com os restantes sindicatos) dá uma conferência de imprensa a anunciar que vai convocar uma marcha de professores para Lisboa, no dia 15 de Novembro.
4. Dia 15/10 em diante: campanha de divulgação da marcha, preparação da logística, aluguer de autocarros, inscrições para deslocação e mobilização nas escolas.
5. Dia 15/11: Grande Marcha na Avenida da Liberdade. De luto e em silêncio. A Marcha do dia 15/11 será anunciada como a primeira de várias marchas nacionais a realizar durante o ano lectivo.
Nota: post tirado de:

domingo, 5 de outubro de 2008

Dia Mundia do Professor - 5 de Outubro


"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais..."

Esta frase lapidar de Rubem Alves devia incomodar aqueles que nos desgovernam no campo da educação. Hoje, 5 de Outubro, é o dia mundial do professor, infelizmente, temos poucos motivos para festejar resta-nos continuar a sonhar que o amanhã sorrirá de novo. É esta a mensagem que deixo neste dia tão simbólico para todos os professores.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

The Shadows - Filme "O Caçador"




Nota: Façam uma pausa esqueçam os atribulados dias passados na escola e ouçam esta delicia.

Uma vida de luta para nada...

Um relato verídico de uma vida a lutar por nada....
Aos meus alunos, aos Pais dos meus alunos, aos professores e a todos os meus concidadãos. Tenho cinquenta e tal anos de idade, trinta e muitos dos quais como docente no ensino secundário e no ensino superior. Fiz a Licenciatura com 16 valores, o Estágio Pedagógico com 18 e um mestrado em Ciências da Educação com Muito Bom. Dediquei a minha vida à Escola Pública. Fui Presidente do Conselho Executivo (dois mandatos), orientador de estágio pedagógico (3 anos), delegado de grupo / coordenador de departamento (dois mandatos), Presidente do Conselho Pedagógico (um mandato) e director de turma durante vários anos. Nos últimos tempos leccionei no ensino superior, com ligação permanente à formação de professores. Desempenhei vários cargos pedagógicos, participei em múltiplos projectos e desenvolvi dois trabalhos de elevado valor científico. Entretanto, regressei ao ensino secundário e à minha escola de origem. Alguns dos antigos colegas, embora mais novos do que eu e com menos tempo de serviço (compraram o tempo, explicaram-me depois) já se tinham reformado. Eu também já tinha idade, mas faltavam-me alguns meses para o tempo necessário quando mudaram as regras do jogo. E como se não bastasse a alteração dessas regras, é aprovado, entretanto, um novo estatuto para a carreira docente. E logo de seguida é aberto o concurso para professores titulares. Um concurso para uma nova categoria onde eu não tinha lugar!Não reunia condições. Mesmo com um Mestrado em Ciências da Educação e sem ter dado uma única falta nos últimos sete anos, o meu curriculum valia, apenas, 93 pontos! Faltavam 2 pontos para o mínimo exigido a quem estivesse no 10º escalão. Com as novas regras, o meu departamento passou a ser coordenado, a partir do presente ano lectivo, por um professor titular. Um professor que está posicionado no 8º escalão. Tem menos 15 anos de serviço do que eu. Foi meu aluno no ensino secundário e, mais tarde, meu estagiário. Fez um bacharelato com média de 10 valores e no estágio pedagógico obteve a classificação de 11 valores. Recentemente concluiu a licenciatura numa estabelecimento de ensino privado, desconhecendo a classificação obtida. É um professor que nunca exerceu qualquer cargo pedagógico, à excepção de director de turma. Nos últimos sete anos deu 84 faltas, algumas das quais para fazer 15 dias de férias na RepúblicaDominicana (o atestado médico que utilizou está arquivado na secretaria da escola, enquanto os bilhetes do avião e a factura do hotel constam de um outro processo localizável). O seu curriculum vale 84 pontos, menos 9 pontos do que o meu. Contudo, este docente foi nomeado professor titular.De acordo com o Senhor Primeiro Ministro e demais membros do seuGoverno, com o apoio do Senhor Presidente da República e, agora, com o apoio dos dirigentes sindicais, este professor está em melhores condições do que eu para integrar ' (...) um corpo de docentes altamente qualificado, com mais experiência, mais formação e mais autoridade, que assegure em permanência as funções de organização das escolas para a promoção do sucesso educativo, a prevenção do abandono escolar e a melhoria da qualidade das aprendizagens.' A conclusão, embora absurda, é clara: se eu estivesse apenas no 9ºescalão, e com os mesmos pontos, seria considerado um docente altamente qualificado, com mais experiência, mais formação e mais autoridade. Como estou no 10º escalão, e não atingindo os 95 pontos,eu já não sou nada. Isto é o resultado de uma selecção feita com base na '(...) aplicaçãode uma grelha de critérios objectivos, observáveis e quantificáveis, com ponderações que permitam distinguir as experiências profissionaismais relevantes (...)[onde se procurou] reduzir ao mínimo as margens de subjectividade e de discricionariedade na apreciação do currículo dos candidatos, reafirmando-se o objectivo de valorizar e dar prioridade na classificação aos professores que têm dado provas de maior disponibilidade para assumir funções de responsabilidade.' É assim que 'reza' o DL 200/2007, de 22 de Maio. Admirável! Agora consta por aí (e por aqui) que aquele professor (coordenador do meu departamento) me irá avaliar...Não, isso não será verdade. Esse professor irá, provavelmente, fazer de conta que avalia, porque só pode avaliar quem sabe, quem for mais competente do que aquele que se pretende avaliar.O título de 'titular' não é, só por si, suficiente. Mesmo que isto seja só para fazer de conta...Conhecidos que são os meus interesses, passo ao principal objectivo desta carta, que é, simplesmente, pedir perdão! Pedir perdão, em primeiro lugar, aos meus alunos. Pedir perdão a todos os Pais dos meus alunos. Pedir perdão porque estou de professor, mas sem me sentir professor. Tal como milhares de colegas, humilhados e desencorajados, sinto-me transformado num funcionário inútil, à espera da aposentação. Ninguém consegue ser bom professor sem um mínimo de dignidade. Ninguém consegue ser bom professor sem um mínimo de paixão.As minhas aulas eram, outrora, coloridas, vivas e muito participadas. Com acetatos, diaporamas, vídeos, powerpoint, etc. Hoje é, apenas, o giz e o quadro. Só a preto e branco, com alguns cinzentos à mistura. Sinto-me desmotivado, incapaz de me empenhar e de estimular. Receio vir a odiar a sala de aulas e a própria escola. Receio começar a faltar para imitar o professor titular e coordenador do meu departamento (só não irei passar férias para a República Dominicana porque tenho outras prioridades...). Receio que os professores destePaís comecem a fingir que ensinam e a fingir que avaliam. Sim, porque neste país já tudo me parece a fingir.Cumprimentos.(Um professor anónimo e humilhado, tal como milhares de outros professores)
Nota: Es testemunho verídico e verdadeiro que me chegou por e-mail.

Multas nas escolas britânicas

O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que ' as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'. Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário. Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.

Nota: Este texto chegou-me por e-mail.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Computador Magalhães



Nota: Conheça melhor o famoso computador Magalhães como grande bandeira deste governo. é uma reportagem da RTP.