sábado, 28 de junho de 2008
A autonomia das escolas é uma miragem...
"Partindo das escolas, dos professores, dos alunos e das famílias que existem, importa criar mecanismos de apoio externo à autoregulação e à melhoria do desempenho de escolas e professores. Para serem positivamente diferentes, construindo respostas educativas adequadas à singularidade dos seus públicos e dos seus contextos, as escolas precisam de real autonomia e não de mais controlo. A segunda condição é a de reconhecer a importância decisiva dos professores, promovendo situações de crescente valorização objectiva e subjectiva da profissão docente. Incentivar o potencial criativo dos professores e das escolas implica reconhecer a pertinência de infringir regras estabelecidas, inventando práticas novas. Só um saber que provenha do interior do campo profissional pode alimentar a construção de “respostas diferentes para alunos diferentes”. Inovar sob tutela é um paradoxo e uma impossibilidade."
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A Ministra e as estatísticas
sexta-feira, 13 de junho de 2008
FNE discorda das regras ministeriais para o próximo ano lectivo
A FNE reuniu com o Ministério da Educação ( em 11 de Junho ), para negociação das regras de organização do próximo ano lectivo.
A FNE contestou, em relação ao projecto de despacho respeitante ao calendário do próximo ano lectivo, o tratamento distinto que nele é feito sobre os educadores de infância. Com efeito no projecto de despacho, os educadores têm uma interrupção de apenas cinco dias no Natal e na Páscoa, o que não tem qualquer justificação à luz das exigências administrativas que lhes são feitas para esse mesmo período.
A FNE contestou igualmente a imposição de um dia fixo para organização em cada escola de sessões de entrega de diploma do ensino secundário aos respectivos alunos, tendo considerado uma tal norma atentatória do respeito pela autonomia das escolas.
Nesta reunião, a FNE considerou também imprescindível a garantia do pleno respeito pelo tempo de trabalho individual de cada docente, para além de deverem ser respeitadas condições de trabalho em termos de espaço para o apoio educativo que deve ser prestado aos alunos.
A FNE reivindicou a determinação de regras que impossibilitem a marcação de reuniões que sistematicamente obriguem os docentes a excederem largamente o seu horário normal de trabalho.
A FNE considerou claramente insuficientes, quer o crédito horário atribuído a cada escola para garantir em plenitude o exercício dos diferentes cargos, quer o tempo de trabalho dos professores avaliadores em relação ao processo de avaliação dos professores que lhes ficam atribuídos e que é de apenas quatro horas por ano.
Perante este conjunto de observações, o Ministério da Educação comprometeu-se com a realização de nova reunião sobre estas matérias.
Fonte: FNE
quarta-feira, 11 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
A água um bem necessário
Reflexão: Quando a água desaparecer, qual será o destino do Homem?
Autor: Mima Badan
Nota: Este documento chegou-me por e-mail.
domingo, 25 de maio de 2008
Tempo para dialogar
quarta-feira, 21 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Onde nasceu o nosso modelo de avaliação
Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma dispararidade de modelos e de critérios de avaliação no país. Consultar
Avaliação de Professores na Alemanha*
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.
6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.
7. Máximo de alunos por turma: 22
Avaliação de Professores na Suíça*
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.
3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão).
4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.
5. Máxima de alunos por turma: 22.
Avaliação de Professores na Bélgica
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho das escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.
Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales**
1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os "avaliadores de "performance".
Avaliação de Professores na França
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.
Avaliação dos Professores em Espanha
1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada "Comunidade Autonómica" estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
3. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.
Avaliação de Professores nos EUA**
1. Descentralização. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de pagamento.
2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.
3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
9º Congresso FNE - Lisboa
A Federação Nacional da Educação (FNE) reconhece ter perdido visibilidade ao integrar a Plataforma Sindical de Professores e avisa que no futuro serão necessários acordos para impedir que alguns sindicatos se sobreponham a outros injustificadamente.
A afirmação foi feita pelo secretário-geral do sindicato, João Dias da Silva, durante o 9º Congresso da FNE, que decorreeu entre 10 e 11 de Maio na Culturgest, em Lisboa.
João Dias da Silva afirmou ter sido sempre preocupação do sindicato encontrar espaços de unidade e convergência na acção, com outras organizações que partilhem os mesmos valores.
Nesse contexto, lembra que participaram em várias acções de luta juntamente com outros sindicatos, nomeadamente quando aderiram à Plataforma Sindical de Professores, constituída para fazer face à proposta de revisão do Estatuto de Carreira Docente que o Governo apresentou e à "atitude antinegocial e de desdém do Ministério da Educação" (ME).
Contudo, Dias da Silva alega que "daqui resultou uma situação em que a FNE enquanto organização autónoma perdeu visibilidade, em nome da convergência encontrada".
O sindicalista afirma que a FNE tentou sucessivamente contornar a "situação de secundarização" em que a FNE caíra, mas sem sucesso.
Assim, independentemente dos resultados práticos obtidos, nomeadamente ao nível do entendimento alcançado com o ME do qual beneficiou a maioria dos docentes, resultou desta situação "alguns prejuízos" para a FNE e os seus sindicatos.
"Assim, eventuais reconstituições pontuais da referida Plataforma, no futuro, terão que exigir acordos prévios que impeçam supremacias injustificadas", defendeu.
João Dias da Silva foi reeleito secretário-geral da FNE durante este congresso, que aprovou ainda o plano de acção sindical até 2012.
Fonte: Lusa
sexta-feira, 9 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
O professor do campo e o professor da cidade

A vida de professor e alunos era harmoniosa, trabalhosa e produtiva. O professor sentia-se livre e orientava os seus pupilos pelo caminho dos saberes e estes correspondiam positivamente. Professor e alunos conseguiam ignorar a falta de meios e instrumentos que podiam contribuir para a suprema felicidade escolar.
Era uma vez um professor que ensinava na cidade. Fechava as janelas da sala para impedir que o reboliço citadino impedisse a aquisição de saberes. Fechava as janelas para que a poluição não contaminasse as mentes sãs e ingénuas daqueles que queriam aprender mais...
O professor sentia-se um prisioneiro do espaço e dos saberes. Este espaço condicionava a aprendizagem pois não era livre, logo fragilizava a imaginação tenra.
Apesar de tudo alunos e professor conseguiam superar as dificuldades e iam aprendendo.
Um belo dia chegou uma ratazana feroz, devoradora e castradora das aprendizagens e em pouco tempo destruiu o professor do campo e o professor da cidade.
Os alunos sentiam-se perdidos, pois assistiam à chegada do ser ameaçador e mostravam-se impotentes para defenderem os seus mestres. Estes continuavam o seu trabalho, contudo manifestavam tristeza, perturbação, frustração, desânimo e pouca vontade e felicidade naquilo que faziam.
No entanto os mestres sabiam que a ratazana se mostrava imune às doses de veneno que ia recebendo. Porém quando tudo parecia certo e definitivo o bicho feroz e destruidor começava a dar sinais de perturbação. Serão as doses de veneno que a trazem neste estado...
A. Serip

