sábado, 26 de julho de 2008

Lobo Antunes recebeu prémio Camões

António Lobo Antunes recebeu o Prémio Camões, atribuído a escritores de língua portuguesa, numa cerimónia realizada nos Claustros dos Jerónimos, de onde os portugueses prepararam a partida para a conquista do mundo no século XV.

O prémio foi entregue por Cavaco Silva e pelo seu homólogo brasileiro num dia marcado também pelo encerramento da VII Cimeira de Chefes de Estado da CPLP onde a língua portuguesa e o acordo ortográfico foram colocados em destaque. Cavaco Silva elogiou a obra de Lobo Antunes.



Todos os portugueses «estão gratos pelo enorme contributo que (António Lobo Antunes) tem dado à nossa língua», disse o Presidente da República.

Lula da Silva reforçou a importância do prémio para o crescimento da CPLP e lembrou os laços de Lobo Antunes ao Brasil uma vez que o avô do escritor nasceu em Belém do Pará. «Não hesito em afirmar que esta edição do Prémio Camões reforça o objectivo fazer da CPLP um actor de relevo na promoção da convivência pacífica e solidária entre povos e crenças», salientou o Presidente da República Federativa do Brasil.

António Lobo Antunes, depois de um discurso de improviso onde citou muitos escritores lusófonos, garantiu publicamente que independentemente do Acordo Ortográfico vai continuar a escrever da mesma maneira.

«É-me indiferente. Vou continuar a escrever da mesma maneira, com acordo ou sem acordo», garantiu Lobo Antunes.

Hoje é anunciado o escritor que irá receber, em 2009, no Brasil, o Prémio Camões.

Lobo Antunes prefere não apontar preferências para este prémio com receio de estar a esquecer algum nome.

Os países que fazem parte da lusofonia vão continuar a apostar na língua que os unes para reforçar os laços económicos e afectivos.

Fonte: SAPO

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Distribuição do serviço lectivo 2008/09

O SPZN no seu sítio explica claramente como deve ser feita a distribuição do serviço lectivo para o próximo ano lectivo. Aí encontramos exemplos e explicações sábias e documentadas acerca do assunto. Para saberes tudo, navega em:

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Segunda fase dos exames nacionais


A segunda fase dos exames nacionais do secundário arranca hoje, com a prova de português do 12º ano, e termina no próximo dia 18, sendo os resultados afixados a 30 de Julho.
Segundo dados avançados pelo Ministério da Educação, 157.718 alunos do secundário (menos 11.849 do que em 2007) inscreveram-se este ano para fazer exames, dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior.

Seguindo uma tendência recorrente nos anos anteriores, inscreveram-se mais quase 20.000 raparigas (19.956) do que rapazes.

Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Concursos de Professores 2009

Princesa do Rabagão

Razões para o naufrágio no exame de Português

Matias Alves no seu blogue Terrear aponta algumas razões para o insucesso no exame de Português:

"Os Resultados são explicáveis à luz de 3 variáveis chave destes resultados:

a) a Prova tecnicamente mal elaborada na sua relação com o programa;
b) os critérios de correcção/classificação;
c) a intensa (às vezes, imensa) subjectividade dos classificadores -reforçada por questões ambíguas e pretextos dispensáveis.

A escassa fiabilidade das classificações e a validade problemática podem ameaçar mortalmente os exames. Se não se perceberem as causas dos problemas nunca mais se acerta na solução".

terça-feira, 8 de julho de 2008

O Pastor - Madredeus

Vila da Ponte - A aldeia


Nota: Clicar na imagem para a ampliar.

Prova de Português foi confusa e duvidosa...

A Associação de Professores de Português classificou de "duvidosa e confusa" a prova de Português do 12º ano. Assim reza o jornal Público:
"A Associação de Professores de Português (APP) culpa a má formulação da prova pelos piores resultados dos últimos anos. "Os maus resultados [a português] não surpreenderam porque a prova apresentava toda uma série de questões mal formuladas que levaram os alunos à confusão. Esta quebra não se deve a falta do bom ensino de Português ou falta de preparação, mas sim exclusivamente à prova que os alunos tiveram à frente", afirmou hoje à Agência Lusa a vice-presidente da Associação de Professores de Português (APP), Edviges Antunes Ferreira. A responsável lembrou que tanto o primeiro como o segundo grupo do exame de Português do 12º ano "suscitaram várias dúvidas" à APP e a inúmeros professores, salientando que "nem os alunos nem os docentes podem ser responsabilizados pelos fracos resultados". "Os professores leccionaram e preparam os alunos este ano como sempre o fizeram nos anos anteriores. Há uma coisa que está mal nisto tudo e de certeza que não é a forma como os professores leccionam o Português", reiterou. A média de notas no exame de Português do 12º deste ano ficou abaixo dos 10 valores (numa escala até 20) pela primeira vez em três anos, situando-se nos 9,7 valores face aos 10,8 de 2007. Edviges Antunes Ferreira afirmou ver "com bons olhos" o reforço das medidas de apoio da disciplina no Secundário anunciado pelo Ministério da Educação na sexta-feira passada. "Qualquer reforço a nível da carga horária em Português é fundamental para melhorar o desempenho dos alunos. Mas não tenho dúvidas de que se os alunos no próximo ano forem confrontados outra vez com uma prova deste calibre os resultados não vão melhorar, vão ser os mesmos", considerou".
Nota: É claro que os professores de Português podem já adivinhar a chegada de um famoso plano, à semelhança do que aconteceu com a disciplina de Matemática, elaborado de uma forma salvadora pelo ME. E no final do próximo ano lectivo repetir-se-á o filme matemático ( pura adivinhação!!!).

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Presidente do Conselho Executivo e o tempo

A chave para que o PCE/director consiga equilibrar a vida privada com a vida profissional e, ainda assim, ser eficaz e disponível, é usar bem o tempo. Eis algumas dicas sobre como usar bem o tempo:
1. Utilize os encontros casuais com os professores para dar feedback positivo. Nos contactos casuais com os professores, seja nos corredores, na sala dos professores ou no bar, não se esqueça de os encorajar. Elogie quando for caso disso.
2.Ande sempre com um bloco de notas. Desenvolva o hábito de escrever notas e anote o que lhe parece bem e aquilo que necessita de ser mudado.
3. Escreva notas dirigidas aos professores e coloque-as nos cacifos. Por exemplo: "Que belo trabalho fizeste ontem à tarde com aqueles alunos!" Ou: "Obrigado por teres ficado mais tempo".
4.Quando se deslocar em serviço para fora da escola, leve um portátil com ligação à Net e aproveite para adiantar o trabalho que tem de fazer no Gabinete. Por exemplo, ler e responder a emails, escrever uma convocatória, dar uma vista de olhos pelo meu blog (Ah! Esta foi a brincar!), visitar as páginas web do ME, da DGRHE ou da DGIDC.
5. Aproveite o almoço para estar com os professores, conversar com eles, fazer perguntas e socializar. A melhor forma de o fazer é almoçar, de vez em quando, na cantina da escola.
6. Visite a Biblioteca com frequência e trabalhe lá um pouco de vez emquando. Dessa forma, pode verificar in loco o funcionamento de um dos espaços mais importantes da escola.
7. Quando precisar de fazer um intervalo no seu trabalho diário no Gabinete, dê um salto ao bar ou à sala dos professores. Procure não passar mais de três horas seguidas no seu Gabinete sem fazer um intervalo de vinte minutos pelo meio.
Nota: Texto transcrito do blogue: http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Ministra que quer ficar na História sem história...


Li no jornal Público ( de 02.07.2008) que:

O Ministério da Educação teve uma ideia brilhante -
Educação inaugura galeria para lembrar os seus quase 100 ministros.
E continua:
"Foi em 1870 que foi criado o Ministério dos Negócios da Instrução Pública. Em 138 anos de história, quase uma centena de ministros (93 até agora) foram titulares da pasta da Educação. Os retratos de todos estão desde hoje expostos no átrio do Ministério da Educação (ME), na 5 de Outubro, em Lisboa, numa espécie de reconhecimento aos que com “saber, esforço e sofrimento ajudam a construir o futuro deste país”, justificou a actual ministra, Maria de Lurdes Rodrigues

A inauguração da “galeria dos ministros da Educação” realizou-se hoje e justifica-se ainda mais “num país que nem sempre é grato, que nem sempre tem boa memória e que é pessimista”, declarou Maria de Lurdes Rodrigues, num átrio cheio de ex-titulares da pasta e ex-secretários de Estado; o ambiente da reunião, com tantos abraços, saudades e recordações, fazia lembrar uma reunião de antigos alunos.



Coube a Veiga Simão (1970-74) descerrar os panos que cobriam os painéis, felicitar a ministra pela ideia simbólica que valoriza “o amor à pátria e a confiança no futuro” e desejar que o retrato de Maria de Lurdes Rodrigues só venha a integrar a galeria em 2009, no final do seu mandato.

Se assim for, Rodrigues entrará para a história da democracia como a ministra que mais tempo se manteve à frente da pasta. Dos 25 ministros que por lá passaram desde o 25 de Abril, só dois – Roberto Carneiro (1987-91) e Marçal Grilo (1995-99) – cumpriram o mandato. E será com “orgulho” que figurará na galeria onde estão outros governantes que não aguentaram mais do que uns meses, como foi o caso da sua antecessora, Maria do Carmo Seabra (2004-05)".

Comentário: Ao princípio fiquei indiferente a esta notícia, depois pensei: esta ministra quer afinal ficar na História. Não lhe chegava o péssimo trabalho que tem feito, e por isso será lembrada, tem, agora, esta ideia bombástica de se colocar na galeria dos ministros da educação. Só assim será lembrada ou não.

Se a ideia parece positiva, não o é por ter vindo de onde veio e no momento em que chegou.