quarta-feira, 9 de julho de 2008

Concursos de Professores 2009

Princesa do Rabagão

Razões para o naufrágio no exame de Português

Matias Alves no seu blogue Terrear aponta algumas razões para o insucesso no exame de Português:

"Os Resultados são explicáveis à luz de 3 variáveis chave destes resultados:

a) a Prova tecnicamente mal elaborada na sua relação com o programa;
b) os critérios de correcção/classificação;
c) a intensa (às vezes, imensa) subjectividade dos classificadores -reforçada por questões ambíguas e pretextos dispensáveis.

A escassa fiabilidade das classificações e a validade problemática podem ameaçar mortalmente os exames. Se não se perceberem as causas dos problemas nunca mais se acerta na solução".

terça-feira, 8 de julho de 2008

O Pastor - Madredeus

Vila da Ponte - A aldeia


Nota: Clicar na imagem para a ampliar.

Prova de Português foi confusa e duvidosa...

A Associação de Professores de Português classificou de "duvidosa e confusa" a prova de Português do 12º ano. Assim reza o jornal Público:
"A Associação de Professores de Português (APP) culpa a má formulação da prova pelos piores resultados dos últimos anos. "Os maus resultados [a português] não surpreenderam porque a prova apresentava toda uma série de questões mal formuladas que levaram os alunos à confusão. Esta quebra não se deve a falta do bom ensino de Português ou falta de preparação, mas sim exclusivamente à prova que os alunos tiveram à frente", afirmou hoje à Agência Lusa a vice-presidente da Associação de Professores de Português (APP), Edviges Antunes Ferreira. A responsável lembrou que tanto o primeiro como o segundo grupo do exame de Português do 12º ano "suscitaram várias dúvidas" à APP e a inúmeros professores, salientando que "nem os alunos nem os docentes podem ser responsabilizados pelos fracos resultados". "Os professores leccionaram e preparam os alunos este ano como sempre o fizeram nos anos anteriores. Há uma coisa que está mal nisto tudo e de certeza que não é a forma como os professores leccionam o Português", reiterou. A média de notas no exame de Português do 12º deste ano ficou abaixo dos 10 valores (numa escala até 20) pela primeira vez em três anos, situando-se nos 9,7 valores face aos 10,8 de 2007. Edviges Antunes Ferreira afirmou ver "com bons olhos" o reforço das medidas de apoio da disciplina no Secundário anunciado pelo Ministério da Educação na sexta-feira passada. "Qualquer reforço a nível da carga horária em Português é fundamental para melhorar o desempenho dos alunos. Mas não tenho dúvidas de que se os alunos no próximo ano forem confrontados outra vez com uma prova deste calibre os resultados não vão melhorar, vão ser os mesmos", considerou".
Nota: É claro que os professores de Português podem já adivinhar a chegada de um famoso plano, à semelhança do que aconteceu com a disciplina de Matemática, elaborado de uma forma salvadora pelo ME. E no final do próximo ano lectivo repetir-se-á o filme matemático ( pura adivinhação!!!).

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Presidente do Conselho Executivo e o tempo

A chave para que o PCE/director consiga equilibrar a vida privada com a vida profissional e, ainda assim, ser eficaz e disponível, é usar bem o tempo. Eis algumas dicas sobre como usar bem o tempo:
1. Utilize os encontros casuais com os professores para dar feedback positivo. Nos contactos casuais com os professores, seja nos corredores, na sala dos professores ou no bar, não se esqueça de os encorajar. Elogie quando for caso disso.
2.Ande sempre com um bloco de notas. Desenvolva o hábito de escrever notas e anote o que lhe parece bem e aquilo que necessita de ser mudado.
3. Escreva notas dirigidas aos professores e coloque-as nos cacifos. Por exemplo: "Que belo trabalho fizeste ontem à tarde com aqueles alunos!" Ou: "Obrigado por teres ficado mais tempo".
4.Quando se deslocar em serviço para fora da escola, leve um portátil com ligação à Net e aproveite para adiantar o trabalho que tem de fazer no Gabinete. Por exemplo, ler e responder a emails, escrever uma convocatória, dar uma vista de olhos pelo meu blog (Ah! Esta foi a brincar!), visitar as páginas web do ME, da DGRHE ou da DGIDC.
5. Aproveite o almoço para estar com os professores, conversar com eles, fazer perguntas e socializar. A melhor forma de o fazer é almoçar, de vez em quando, na cantina da escola.
6. Visite a Biblioteca com frequência e trabalhe lá um pouco de vez emquando. Dessa forma, pode verificar in loco o funcionamento de um dos espaços mais importantes da escola.
7. Quando precisar de fazer um intervalo no seu trabalho diário no Gabinete, dê um salto ao bar ou à sala dos professores. Procure não passar mais de três horas seguidas no seu Gabinete sem fazer um intervalo de vinte minutos pelo meio.
Nota: Texto transcrito do blogue: http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Ministra que quer ficar na História sem história...


Li no jornal Público ( de 02.07.2008) que:

O Ministério da Educação teve uma ideia brilhante -
Educação inaugura galeria para lembrar os seus quase 100 ministros.
E continua:
"Foi em 1870 que foi criado o Ministério dos Negócios da Instrução Pública. Em 138 anos de história, quase uma centena de ministros (93 até agora) foram titulares da pasta da Educação. Os retratos de todos estão desde hoje expostos no átrio do Ministério da Educação (ME), na 5 de Outubro, em Lisboa, numa espécie de reconhecimento aos que com “saber, esforço e sofrimento ajudam a construir o futuro deste país”, justificou a actual ministra, Maria de Lurdes Rodrigues

A inauguração da “galeria dos ministros da Educação” realizou-se hoje e justifica-se ainda mais “num país que nem sempre é grato, que nem sempre tem boa memória e que é pessimista”, declarou Maria de Lurdes Rodrigues, num átrio cheio de ex-titulares da pasta e ex-secretários de Estado; o ambiente da reunião, com tantos abraços, saudades e recordações, fazia lembrar uma reunião de antigos alunos.



Coube a Veiga Simão (1970-74) descerrar os panos que cobriam os painéis, felicitar a ministra pela ideia simbólica que valoriza “o amor à pátria e a confiança no futuro” e desejar que o retrato de Maria de Lurdes Rodrigues só venha a integrar a galeria em 2009, no final do seu mandato.

Se assim for, Rodrigues entrará para a história da democracia como a ministra que mais tempo se manteve à frente da pasta. Dos 25 ministros que por lá passaram desde o 25 de Abril, só dois – Roberto Carneiro (1987-91) e Marçal Grilo (1995-99) – cumpriram o mandato. E será com “orgulho” que figurará na galeria onde estão outros governantes que não aguentaram mais do que uns meses, como foi o caso da sua antecessora, Maria do Carmo Seabra (2004-05)".

Comentário: Ao princípio fiquei indiferente a esta notícia, depois pensei: esta ministra quer afinal ficar na História. Não lhe chegava o péssimo trabalho que tem feito, e por isso será lembrada, tem, agora, esta ideia bombástica de se colocar na galeria dos ministros da educação. Só assim será lembrada ou não.

Se a ideia parece positiva, não o é por ter vindo de onde veio e no momento em que chegou.

sábado, 28 de junho de 2008

Ser Poeta - Ala dos Namorados

A autonomia das escolas é uma miragem...


"Partindo das escolas, dos professores, dos alunos e das famílias que existem, importa criar mecanismos de apoio externo à autoregulação e à melhoria do desempenho de escolas e professores. Para serem positivamente diferentes, construindo respostas educativas adequadas à singularidade dos seus públicos e dos seus contextos, as escolas precisam de real autonomia e não de mais controlo. A segunda condição é a de reconhecer a importância decisiva dos professores, promovendo situações de crescente valorização objectiva e subjectiva da profissão docente. Incentivar o potencial criativo dos professores e das escolas implica reconhecer a pertinência de infringir regras estabelecidas, inventando práticas novas. Só um saber que provenha do interior do campo profissional pode alimentar a construção de “respostas diferentes para alunos diferentes”. Inovar sob tutela é um paradoxo e uma impossibilidade."
Quem assim fala é Rui Canário numa excelente peça pedagógica intitulada "Escolas:O elogio da diversidade" publicado na revista Noesis, número n.º 73 Abril/Junho 2008.
Este é mais um testemunho de quem realmente percebe e conhece os problemas que afligem a educação, mas que os iluminados do ME não lêem. Os mesmos estão, eventualmente, preocupados com a evolução do sistema educativo chileno.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A Ministra e as estatísticas

Li no editorial do Público de 19 de Junho que "não precisamos de boas estatísticas, precisamos de bons alunos". A seguir afirma-se "Três anos e meio depois, é cada vez mais claro que uma mulher que se apresentou como grande reformadora do sistema educacional, e que tomou algumas medidas correctas e importantes no início do seu mandato, há muito que passou a funcionar apenas em função do resultados estatísticos que puder apresentar".
Perante estas afirmações apetece-me dizer que a sociedade portuguesa, em geral, apoiou a ministra e não percebeu aquilo que os professores compreenderam desde o início: esta ministra e este governo só queriam estatisticar.
Na verdade temos melhores estatísticas mas não temos, seguramente, melhores alunos. É lamentável que a grande maioria dos opinadores nacionais ( que pouco percebem do sistema educativo ) sempre esteve ao lado da ministra e das suas políticas, agora começam a perceber que tudo não passou de uma magia enganadora.
Uma ministra que se arroga detentora de toda a pedagoia não se lembra da máxima socrática ( não confundir com o outro ) "só sei que nada sei", e muito sabia este filósofo.
Uma ministra que todos os dias pensa em diminuir os professores e a seriedade do seu trabalho - sabe de certeza muito.
Uma ministra que aparenta saber mais do que as associações de professores, sejam elas de Português ou de Matemática e outras - mostra saber muito pouco.
Esta ministra precisa, tal como o seu mentor, em argumentar seriamente o que diz e não em dizer o que não sabe, recorde o princípio socrático.
A. Serip

sexta-feira, 13 de junho de 2008

FNE discorda das regras ministeriais para o próximo ano lectivo


A FNE reuniu com o Ministério da Educação ( em 11 de Junho ), para negociação das regras de organização do próximo ano lectivo.


A FNE contestou, em relação ao projecto de despacho respeitante ao calendário do próximo ano lectivo, o tratamento distinto que nele é feito sobre os educadores de infância. Com efeito no projecto de despacho, os educadores têm uma interrupção de apenas cinco dias no Natal e na Páscoa, o que não tem qualquer justificação à luz das exigências administrativas que lhes são feitas para esse mesmo período.


A FNE contestou igualmente a imposição de um dia fixo para organização em cada escola de sessões de entrega de diploma do ensino secundário aos respectivos alunos, tendo considerado uma tal norma atentatória do respeito pela autonomia das escolas.


Nesta reunião, a FNE considerou também imprescindível a garantia do pleno respeito pelo tempo de trabalho individual de cada docente, para além de deverem ser respeitadas condições de trabalho em termos de espaço para o apoio educativo que deve ser prestado aos alunos.


A FNE reivindicou a determinação de regras que impossibilitem a marcação de reuniões que sistematicamente obriguem os docentes a excederem largamente o seu horário normal de trabalho.


A FNE considerou claramente insuficientes, quer o crédito horário atribuído a cada escola para garantir em plenitude o exercício dos diferentes cargos, quer o tempo de trabalho dos professores avaliadores em relação ao processo de avaliação dos professores que lhes ficam atribuídos e que é de apenas quatro horas por ano.


Perante este conjunto de observações, o Ministério da Educação comprometeu-se com a realização de nova reunião sobre estas matérias.

Fonte: FNE

quarta-feira, 11 de junho de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A água um bem necessário








Reflexão: Quando a água desaparecer, qual será o destino do Homem?

Autor: Mima Badan

Nota: Este documento chegou-me por e-mail.