"Os professores, hoje, sentem-se abandonados pelo governo, acossados pelos alunos e ameaçados pelos pais destes. (...)
Não adianta tapar o sol com a peneira: nas escolas instalou-se um caldo de cultura que tornará situações como esta [caso recente no Porto ] cada vez mais frequentes. E é este caldo de cultura que urge pôr fim imediatamente.(...)
Porque o mal só se resolverá com a urgente reposição da autoridade no sistema educativo - sem a qual o rendimento escolar não melhorará, a desmotivação dos professores não diminuirá e a proliferação de maus hábitos continuará, prenunciando uma sociedade recheada de delinquentes".
José António Saraiva - Sol - 29/03/08
" Nos últimos 30 anos, a massificação do ensino trouxe a multiplicação dos alunos e dos casos problemáticos. Mas foi, sobretudo, o triunfo político de uma filosofia de ensino onde impera o facilitismo e a impunidade, aplicado por sucessivos governos, que conduziu à inevitável degradação de qualquer autoridade, dos professores ou das direcções escolares, nos estabelecimentos públicos de ensino. O actual Estatuto Aluno é, ainda, um impante símbolo desse nefasto modelo".
Dito e feito - José António Lima - Sol
Comentário: Os governantes parece que andam bastante distraídos, principalmente aqueles que proliferam na educação. Mais atenção precisa-se...
sábado, 29 de março de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
E a avaliação dos pais?
"O Carolina Michaëlis, que já teve o belo nome de liceu, não serve os miúdos do bairro do Aleixo, no Porto. Não, aquele vídeo (ver págs. 4 e 5) não mostra gente com desculpas fáceis, vindas do piorio.
Pela localização daquela escola, quem para lá vai vive às voltas da Boavista e os pais têm jantes de liga leve sem precisar de as gamar. Os pais da miúda histérica que agride a professora de francês estarão nessa média. Os pais do miúdo besta que filma a cena, também. Tudo isso nos remete para a questão tão badalada das avaliações. Claro que não me permito avaliar a citada professora. A essa senhora só posso agradecer a coragem , pedir-lhe perdão por a mandar para os cornos desses pequenos cobardolas sem lhe dar as condições de preencher a sua nobre profissão.
Já avaliar os referidos pais, posso: pelo visto, e apesar das jantes de liga leve, valem pouco. O vídeo mostrou-o. É que se ele foi filmado numa sala de aula, o que mostrou foi a sala de jantar daqueles miúdos."
Ferreira Fernandes no DN de hoje
Pela localização daquela escola, quem para lá vai vive às voltas da Boavista e os pais têm jantes de liga leve sem precisar de as gamar. Os pais da miúda histérica que agride a professora de francês estarão nessa média. Os pais do miúdo besta que filma a cena, também. Tudo isso nos remete para a questão tão badalada das avaliações. Claro que não me permito avaliar a citada professora. A essa senhora só posso agradecer a coragem , pedir-lhe perdão por a mandar para os cornos desses pequenos cobardolas sem lhe dar as condições de preencher a sua nobre profissão.
Já avaliar os referidos pais, posso: pelo visto, e apesar das jantes de liga leve, valem pouco. O vídeo mostrou-o. É que se ele foi filmado numa sala de aula, o que mostrou foi a sala de jantar daqueles miúdos."
Ferreira Fernandes no DN de hoje
quarta-feira, 26 de março de 2008
Reflexão - vale a pena pensar ...
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...".
Guerra Junqueiro escrito em 1886
Comentário: Lucidamente actual ( só é necessário substituir povo por professor).
Guerra Junqueiro escrito em 1886
Comentário: Lucidamente actual ( só é necessário substituir povo por professor).
Ana Benavente e os professores
"Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?".
Ana Benavente - Partido Socialista
Comentário: O Partido socialista está vivo!!!
Ana Benavente - Partido Socialista
Comentário: O Partido socialista está vivo!!!
Resposta ao Estatuto...
É o que o M.E. está a pedir...
UMA EXCELENTE FORMA PARA LUTAR CONTRA O ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE!
Estabeleceremos cotas em cada turma:
Em 20 alunos, só daremos 10% de nota máxima, tal como a ministra faz connosco.
Portanto, se houver mais do que 2 alunos que mereçam 5, paciência!
Ficam com 5 os dois melhores.
Mas se um deles faltou mais de 3 dias por doença, terá que ter paciência.
Fica com 4 e sobe o seguinte a aluno-titular.
Os outros cotam-se, proporcionalmente, por aí abaixo.
10% de nível 5 e 20% de nível 4.
O resto vai corrido a 3.
Se uma turma for muito boa e tiver 10 alunos que merecessem 4 e 5, outra vez paciência.
«Nem todos podem chegar a generais», não é?
Dois ficam com 5, quatro com 4 e os restantes terão 3.
Mesmo que, também esses merecessem 5.
Faltaram?
Quem os mandou adoecer a eles ou aos pais?
Quem mandou o carro avariar e chegar tarde uma vez?
Quem mandou o irmão mais novo apanhar sarampo?
É cotas, é cotas!
Não foram os Pais que aprenderam com a ministra que «nem todos podem chegar a general»?
Pois então? Os seus filhos também não!
Publicado por JOÃO Tilly
Comentário: E esta? É uma grande resposta...
Nota: Texto recebido por e-mail.
UMA EXCELENTE FORMA PARA LUTAR CONTRA O ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE!
Estabeleceremos cotas em cada turma:
Em 20 alunos, só daremos 10% de nota máxima, tal como a ministra faz connosco.
Portanto, se houver mais do que 2 alunos que mereçam 5, paciência!
Ficam com 5 os dois melhores.
Mas se um deles faltou mais de 3 dias por doença, terá que ter paciência.
Fica com 4 e sobe o seguinte a aluno-titular.
Os outros cotam-se, proporcionalmente, por aí abaixo.
10% de nível 5 e 20% de nível 4.
O resto vai corrido a 3.
Se uma turma for muito boa e tiver 10 alunos que merecessem 4 e 5, outra vez paciência.
«Nem todos podem chegar a generais», não é?
Dois ficam com 5, quatro com 4 e os restantes terão 3.
Mesmo que, também esses merecessem 5.
Faltaram?
Quem os mandou adoecer a eles ou aos pais?
Quem mandou o carro avariar e chegar tarde uma vez?
Quem mandou o irmão mais novo apanhar sarampo?
É cotas, é cotas!
Não foram os Pais que aprenderam com a ministra que «nem todos podem chegar a general»?
Pois então? Os seus filhos também não!
Publicado por JOÃO Tilly
Comentário: E esta? É uma grande resposta...
Nota: Texto recebido por e-mail.
Professores odiados...

Por exemplo, a avaliação dos professores deve ser feita, mas os parâmetros impossíveis impostos pelo ministério, as aberrações nas exigências da assiduidade dos docentes, a quase impossibilidade de obter a nota máxima, as dificuldades extremas em subir na carreira, os estatuto dos avaliadores incompetentes na matéria avaliada, etc. - estão a empurrar os professores para o abandono da profissão e para a reforma antecipada. A Educação sofre um massacre que provoca a fuga dos professores: não é isto um dos objectivos da «contenção», a redução do número dos docentes e dos custos da educação? A racionalidade necessária da avaliação esconde a outra racionalidade imposta pelo défice.
Nisto tudo, uma questão me intriga: porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?»
José Gil
Comentário: Os cegos continuam a não querer ver... O problema continua a ser deles!!!
terça-feira, 25 de março de 2008
Portefólio de alunos
Read this doc on Scribd: PORTEFOLIO DE ALUNOS
Nota: Parabéns a quem concebeu este excelente material.
segunda-feira, 24 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
Revolta dos professores

O que diz José António Saraiva em o Sol
"Ora é impossível fazer reformas no ensino sem a colaboração dos professores.
Pela simples razão de que são eles que terão de as pôr em prática.
O sucesso de uma reforma passa, obrigatoriamente, pelo empenhamento dos professores.
Se, no limite, é possível mudar as leis laborais sem o acordo dos trabalhadores, não é possível mudar a escola sem o acordo dos professores.
Sem professores motivados, realizados e acreditando no seu trabalho, o ensino não mudará".
Sol 15 de Março 2008
Comentário: O pior cego é o que não quer ver.

terça-feira, 11 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Marcha dia 8 de Março
sábado, 1 de março de 2008
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