quinta-feira, 21 de maio de 2015

Levantado do Chão - José Saramago



 José Saramago, o escritor português galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, é uma das maiores referências da literatura portuguesa. Neste documentário, com o título de uma das suas obras mais emblemáticas, somos levados a percorrer parte da sua vida. Oriundo de uma família de agricultores, Saramago nasceu na vila da Azinhaga, concelho da Golegã, mas cedo se mudou para Lisboa. Frequentou a escola técnica e tornou-se serralheiro mecânico, apesar de sempre se ter interessado pela literatura. Publicou a sua primeira obra (Terra do Pecado) aos vinte e cinco anos, e teria de esperar praticamente três décadas para conseguir o reconhecimento público pela grandeza das suas obras. No início da década de oitenta lança um dos romances que lhe definem o estilo: Levantado do Chão, um retrato da vida dos agricultores pobres do Alentejo. Depois, com Memorial do Convento, Jangada de Pedra, O Ano da Morte de Ricardo Reis ou o Evangelho segundo Jesus Cristo, torna-se um autor consagrado que interpreta, à sua maneira, alguns factos históricos. Escritor de causas, militante do PCP, entra após este ciclo numa fase de questionamento da sociedade que o rodeia, em livros como Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes, ou O homem duplicado. Recebeu o Prémio Camões em 1995 e, três anos depois, o Prémio Nobel da Literatura. Temas: Português, Literatura

sábado, 25 de abril de 2015

A história do 25 de Abril



 Publicado a 12/09/2013
Este episódio conta, muito sinteticamente, a história do 25 de abril, em Portugal. Explica o clima político, económico e social que se vivia durante o estado novo e como e por que é que se deu a revolução dos cravos.

quinta-feira, 19 de março de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Experiências educativas alternativas



Publicado a 21/01/2015 Enséñame pero bonito, es un documental que muestra diferentes experiencias educativas alternativas al modelo tradicional de aprendizaje. Pretende visibilizar y abrir un debate sobre los principales métodos de enseñanza actuales en nuestro país. Es nuestra aportación para trabajar por una renovación pedagógica y un futuro mejor.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mais um problema para Crato resolver

Um parecer do Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) defende que a prova de avaliação docente não é «válida e fiável» no objetivo a que se propõe, tendo como «propósito mais evidente» impedir o acesso à carreira.
«O Conselho Científico considera que nenhuma avaliação pontual, realizada através de uma prova escrita de papel e lápis com a duração de duas horas, é efetivamente válida e fiável se não for integrada numa estratégia global e contínua de formação e avaliação».

No documento a que a Lusa teve acesso, afirma-se que, nas condições em que se realiza, a PACC «afigura-se-nos como uma iniciativa isolada, cujo propósito mais evidente parece ser o impedimento ou obstaculizar o acesso à carreira docente». 

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domingo, 7 de dezembro de 2014

Vamos fazer uma biblioteca digital!


Dinamizei, no dia 6 de dezembro, na Escola Secundária D. Sancho I o workshop "Vamos fazer uma biblioteca digital!", integrada no 7º Encontro de Bibliotecas Escolares.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Erro na minha colocação



Publicado a 23/10/2014 Em plena crise na colocação de professores, o Nilton telefonou para o Ministério da Educação a dar conta de mais um problema! Café da Manhã com Nilton, André Henriques, Joana Cruz e Mariana Alvim. Na RFM das 06 às 9:30. de segunda a sexta.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A longa viagem da literacia

Portugal é um país que, fruto de ter vivido em ditadura até tarde demais, tinha, nos anos setenta do século passado, um dos mais vergonhosos níveis de alfabetização do mundo ocidental. Só depois da implantação da democracia, e da consequente massificação do ensino, é que Portugal começou a encetar um processo de recuperação do atraso educacional da sua população.

Hoje, já estamos melhor. Mas ainda nos falta um longo caminho. Continuamos com taxas de escolarização das mais baixas da OCDE, e isso tem implicações profundas na nossa condição social, económica e política.

Penso mesmo que o défice educacional dos portugueses é a maior pecha do país. E é essa a principal razão que explica a dificuldade que temos tido em recuperar do nosso atraso no desenvolvimento face aos países mais avançados.

É que cidadãos pouco escolarizados têm pouca eficiência produtiva, têm pouca exigência cívica e têm dificuldades em fazer escolhas políticas mais esclarecidas. E tendem a desvalorizar a ciência e o ensino, considerando-as actividades supérfluas.

Apesar dos níveis de instrução que a nossa população mais jovem já apresenta (com percentagens de licenciados próximas das de alguns países ocidentais), ainda se nota um grave défice ao nível da literacia. É que literacia é diferente de alfabetismo. Não basta saber ler as palavras ou escrevê-las. É preciso compreender o conteúdo de um texto e saber exprimir um pensamento. E nisso, há uma carência confrangedora.

As caixas de comentários na internet são uma amostra triste, mas real, da iliteracia que ainda grassa na população portuguesa, mesmo nas camadas jovens. Vejo muita gente a comentar textos só por um título ou um parágrafo (o que é completamente descabido) ou, quando conseguem concentrar-se e ler um texto de uma página do princípio ao fim, os comentários que fazem demonstram que não perceberam nada do que está escrito. Normalmente, esses que nada entenderam também não se conseguem expressar nos seus comentários: escrevem num português incorrecto (tanto na ortografia com na sintaxe) e mostram uma confusão no raciocínio assustadora.

Lembro-me bem das aulas de português, no secundário, em que nos era pedido para interpretarmos textos nos testes. Lembro-me, também, que o nível de dificuldade desses testes não era elevado mas, apesar disso, as notas, em média, não eram boas. Não gabo a sorte dos professores de português que corrigem esses testes e que têm como função promover a literacia, mesmo daqueles que acham que não precisam de aprender…

Eu só tenho experiência lectiva no ensino superior. E, mesmo nesse ambiente, e sempre em boas universidades, já me deparei com textos muito mal escritos de pessoas a quem, claramente, lhes faltam competências de literacia.

A longa viagem da literacia demora muito tempo. É preciso que as gerações se sucedam para que a escola seja cada vez mais valorizada e para que, também em casa, os alunos tenham quem lhes promova a literacia. Até lá, as caixas de comentários da Internet vão continuar poluídas por quem pouco entende e muito mal diz.

Fonte: Público, P3