quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Encontrados inéditos de Fernando Pessoa

Quarenta e três textos inéditos de Fernando Pessoa sobre sebastianismo e o Quinto Império foram encontrados na sua famosa arca pelos investigadores Pedro Sepúlveda e Jorge Uribe e publicados com outros 58 já conhecidos sobre o mesmo tema.


O resultado estará a partir de quinta-feira nas livrarias portuguesas, numa edição da Ática, chancela da Babel, sob o título “Sebastianismo e Quinto Império”, mais um volume da Nova Série de Obras de Fernando Pessoa, coordenada pelo pessoano colombiano Jerónimo Pizarro.

“[Em D. Sebastião], Pessoa encontra uma figura para falar de Portugal de uma maneira que, ao mesmo tempo, o aproxime a uma tradição popular, que é o que lhe interessa, mas também faça um certo afastamento de outros autores”, disse à Lusa o investigador colombiano Jorge Uribe.

“Acho que um dos principais interesses de Pessoa pela figura de D. Sebastião tem que ver com uma maneira de fazer frente a Camões: D. Sebastião é uma personagem de ‘Os Lusíadas’, de Camões, todo o poema épico é dedicado a D. Sebastião, mas o D. Sebastião que está por vir depois de ‘Os Lusíadas’ é uma oportunidade para Pessoa se defrontar com aquele que era o seu precursor literário mais importante”, defendeu.                  pr%C3%A9mio+pessoa.jpg


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sábado, 21 de janeiro de 2012

Escolas com mais funcionários


Os ministérios da Educação e das Finanças vão rever o rácio do número de alunos por funcionário de modo a adaptá-lo às "novas construções escolares".
A medida, divulgada através de um comunicado de imprensa, foi anunciada pelo Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, no final do périplo de reuniões que o ministério promoveu com directores de escolas de todo o país no âmbito da discussão pública da proposta de revisão da estrutura curricular do ensino básico e secundário.
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josecarlospereira.blogspot.com

Actualmente, o rácio é de um funcionário por 48 alunos no 1.º ciclo e de um para 100 no 2.º e 3.º ciclo. O PÚBLICO tentou saber junto do ministério se o objectivo é aumentar o número de funcionários, mas não obteve respostas. As novas construções escolares, nomeadamente no 1.º ciclo, são maiores e destinam-se a mais alunos. O ministério também se comprometeu a facilitar os procedimentos de contratação de pessoal não-docente.


Fonte: Público

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Regressou à escola porque gosta de aprender?


Aos 97 anos, Vitalina de Almeida é provavelmente a aluna mais velha em Portugal. Frequenta há três anos a Universidade Sénior de Grândola (USG) e este ano decidiu acabar o 6º ano de escolaridade, através do programa Novas Oportunidades, na escola secundária local.

O que leva uma senhora de 97 anos regressar à escola?

"Só fiz a 4ª classe e como gosto muito de aprender, decidi voltar à escola", contou a nonagenária.
Esta é uma frase digna de figurar na entrada das salas de aula das nossas escolas.
Ex-costureira, natural de Sines, Vitalina abandonou os estudos há 85 anos, mas manteve sempre vivo o sonho de voltar a estudar. Com a ajuda dos responsáveis da USG, decidiu inscrever-se nas Novas Oportunidades e diz estar preparada para o desafio. "É capaz de ser difícil, mas já comecei a escrever a história da minha vida", adiantou a idosa, que entre os estudos frequenta aulas de informática, gerontomotricidade, amadurecer com saúde e cultura geral. 
Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novo Estatuto do Aluno em Março


O novo estatuto do aluno deverá estar concluído e pronto para ser discutido em Março, segundo João Casanova de Almeida, secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.



Questões como:
  •  assiduidade;
  • pontualidade dos alunos, 
  • a responsabilização da família pela indisciplina dos filhos.


... serão alvo de alterações profundas no documento a ser apresentado.
“O diploma está ser trabalhado e na primeira quinzena de Março vamos ter algo de concreto para apresentar”, afirmou nesta quarta-feira o secretário de Estado, numa visita à Confederação Nacional das Associações de Família, na qual também participou Pedro Mota Soares.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Medidas a implementar na educação em 2012

A reforma curricular do básico será a medida que mais polémica vai provocar entre ministro e professores. Medidas a implementar em 2012:
  • entra em vigor um novo sistema de avaliação de desempenho docente, que foi alvo de discussão com os sindicatos, e que já foi aprovado em Conselho de Ministros;
  • vai ser conhecido o resultado da auditoria à Parque Escolar que vai ditar a viabilidade da empresa;
  • é conhecida a avaliação do Programa Novas Oportunidades em curso pela Agência Nacional de Qualificação;
  • A partir de Setembro há exames no final de cada ciclo de estudos (4º, 6º e 9º anos) para os alunos que até ao início do Verão vão ter um novo Estatuto. Além disso;
  • regulamentar a reforma curricular do básico e secundário - que está em discussão pública até ao final deste mês - durante o primeiro trimestre;
  • em Setembro, os estudantes vão ter mais horas de História, Geografia, Matemática e Português, o Inglês vai passar a ser disciplina obrigatória até ao 9º ano; 
  • deixam de existir as disciplinas de Estudo Acompanhado, de Formação Cívica e a de EVT passa a ser dividida entre Educação Visual e Educação Tecnológica com um programa próprio. 

Fonte: Económico

domingo, 18 de dezembro de 2011

Acordo ortográfico em lume brando

"Nem grande entusiasmo, nem grande rejeição. É este o balanço possível no final do 1.º período do ano lectivo em que se introduziu nas escolas portuguesas o Acordo Ortográfico (AO). Ainda há dúvidas sobre certas regras, mas ninguém se queixa de falta de material de apoio.
Alguns professores continuam a não concordar com a nova grafia – mas, afinal, quem é que quer ser acusado de estar a prejudicar os alunos que, mais cedo ou mais tarde, serão penalizados se escreverem com a “grafia antiga”?
Quando foi anunciado que nos exames externos deste ano o não cumprimento do AO não seria ainda penalizado, os docentes (e provavelmente também os alunos) respiraram de alívio, por sentirem que tinham ganho algum tempo, conta Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português (APP). “Neste momento, parece-me que cada escola faz o que quer. Uns professores dizem que penalizam os erros, outros só começam a fazê-lo quando isso for feito nas provas de avaliação externa [em 2013/14 para o básico e em 2014/15 para o secundário]”.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Novo estatuto do aluno...

"O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar colocou-se hoje ao lado dos professores na defesa da disciplina na escola e prometeu um novo estatuto do aluno até à primavera para entrar em vigor no próximo ano letivo.
"Aqueles que são professores que saibam que nós lhes reconhecemos autoridade e que tudo faremos para que ela volte a estar na linha da frente das preocupações de todos, pois só assim poderemos dignificar e dar valor social à educação", disse João Casanova de Almeida, em Lisboa, durante a cerimónia de entrega dos "Prémios de Reconhecimento à Educação", promovidos pela iniciativa privada.

No final, o governante afirmou à agência Lusa que tenciona ter concluído antes da primavera o trabalho de revisão do Estatuto do Aluno, por forma a entrar em vigor no próximo ano letivo".

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O que muda na educação em 2011-2012?

O jornal i online publica uma resenha, bastante completa, sobre as principais mudanças para o ano lectivo 2011-2012: 


Cortes no orçamento da educação
No Orçamento de Estado para 2011, a educação sofre um corte  de 11,2%  ficando com menos 800 milhões de euros. Em 2012 o golpe será de de 506,7 milhões.

Escolas primárias encerradas
São 297 escolas do 1º ciclo que já não abrem as portas. A área coberta pela Direcção Regional de Educação do Norte é a mais afectada, com o fecho de 132 estabelecimentos de ensino.

Menos contratados
O ensino público  vai contar com menos 5 mil docentes contyratados: dos 55 mil candidatos aos concurso nacional, apenas 12747 conseguiram lugar (menos 20 % que no ano anterior).

Turmas maiores
O limite de alunos por turma no 1º ciclo passa de 24 para 26. As creches sobem o número de crianças por sala: de oito para dez (entre os dez e os 14 meses) e de 15 para 18 (24 e os 36 meses). As crianças dos dois e três anos têm menos espaço nas creches. Se a sala acolher até 16 meninos, terá de haver dois metros quadrados por cada uma; se admitir mais um ou dois, só se exige mais um metro por cada um.

Direcções reduzidas
As direcções escolares perdem adjuntos: os agrupamentos até 900 alunos ficam com um adjunto, os que oscilam entre 901 e 1900 alunos ficam com dois e os que ultrapassam este máximo têm três. Há também cortes nos suplementos a que têm direito os directores e seus adjuntos.


Acordo Ortográfico

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é aplicado nas escolas, mas de forma faseada até 2014, ano em que todos os manuais escolares terão de adoptar a nova grafia.



Mais exames e mais horas a Português e Matemática
Exames no 6.º ano, reforço de 45 minutos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática ou fim da  Área de Projecto nos 2.º e 3.º ciclos são as mudanças curriculares introduzidas pelo ministro Nuno Crato.

Alunos deficientes com menos apoio
As equipas dos centros de recursos para a inclusão, que acompanham crianças deficientes nas escolas, ficam reduzidas a um fisioterapeuta, dois terapeutas ocupacionais e da fala e um psicólogo. De fora ficam assistentes sociais, monitores e ainda os técnicos de psicomotricidade que asseguram outras ajudas que os estabelecimentos de ensino poderiam solicitar às instituições.

Alunos do privado no público
O número ainda não é conhecido, mas a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo garante que as escolas dispensaram centenas de professores com a fuga dos alunos.

Avaliação docente
Está longe o acordo entre sindicatos e tutela para um novo modelo de avaliação. O certo é que, com ou sem consenso sindical, haverá nova avaliação para 2011-2013.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Conselho de Escolas quer revisão do Estatuto do Aluno


Segundo o jornal Ionline "O Conselho de Escolas quer promover uma revisão do Estatuto do Aluno no próximo ano, com o presidente a defender que não deve ser concedido ao estudante um determinado número de faltas.

“É um convite à falta”, disse o presidente deste órgão consultivo do ministério da Educação, Manuel Esperança, à agência Lusa, mostrando-se convicto de que deve ser eliminado do diploma o limite de faltas.

Em sua opinião, deve estar no âmbito do regulamento interno das escolas a capacidade de lidar com as faltas dos alunos, dotando-as de autonomia para aceitar ou não as justificações apresentadas e as medidas a aplicar".

domingo, 14 de agosto de 2011

Novo Modelo de Avaliação em síntese

O jornal iOnline responde a 12 perguntas essenciais sobre o projecto do modelo de avaliação dos professores.

1 - Quem avalia quem?
• Director avalia os avaliadores, os coordenadores e os membros dos órgãos de gestão
• No caso da avaliação interna, o coordenador avalia os colegas do seu departamento curricular ou então designa um professor
• No caso da avaliação externa (aulas assistidas), são os professores de outras escolas integrados numa bolsa com docentes de todos os grupos de recrutamento

2 - Que componentes vão ser avaliadas?
• Científica e pedagógica
• Participação na escola e relação com a comunidade
• Formação contínua e desenvolvimento profissional

3 - Quais os instrumentos de avaliação?
• O documento de registo e avaliação
• O projecto do docente, um documento com um máximo de duas páginas que tem como referência o projecto educativo da escola/agrupamento
• Relatório de auto-avaliação, um documento com máximo de três páginas que incide sobre aulas, actividades, análise dos resultados obtidos, formação, ou contributos para melhorar os objectivos e metas fixadas no projecto da escola
• Aulas observadas no último ano de cada ciclo de avaliação. É obrigatório durante o período probatório (estágio) e no segundo e quartos escalões da carreira. Os professores de todos os outros escalões podem igualmente requerer aulas assistidas no caso de se candidatarem à nota Excelente

4 - Quais os objectivos, os parâmetros e metas para a avaliação?
• Metas e objectivos fixados no projecto educativo da escola ou agrupamento
• Parâmetros estabelecidos para as três dimensões aprovados pelo Conselho Pedagógico
• Parâmetros nacionais estabelecidos para a avaliação externa (aulas assistidas) definidos por órgão a designar

5 - Qual a duração do ciclo de avaliação?
• Professores de quadro - O ciclo de avaliação coincide com os escalões da carreira docente. O processo de avaliação termina no final do ano escolar antes de o docente transitar para o escalão seguinte
• Professor contratados - o ciclo de avaliação corresponde à duração do contrato, tendo como limite mínimo 180 dias de serviço lectivo prestado
• Professores em início de carreira (período probatório) - o ciclo de avaliação corresponde a um ano escolar

6- Quais as dimensões da avaliação?
• Avaliação interna - é feita pela escola onde o professor dá aulas e realizada em todos os escalões.
• Avaliação externa - está centrada na observação de aulas e é obrigatória durante o período probatório e no segundo e quartos escalões da carreira. Os professores de todos os outros escalões podem igualmente requerer aulas assistidas no caso de se candidatarem à nota Excelente. As aulas são assistidas por colegas de outras escolas. Ministério da Educação e Ciência vai criar uma bolsa de avaliadores formada por professores de todos os grupos de recrutamento

7 - Quem são os intervenientes no processo de avaliação?
• Presidente do Conselho Geral
• Director
• Conselho Pedagógico
• Secção de Avaliação de desempenho docente do Conselho Pedagógico (CP), constituída pelo Director (que preside) e quatro docentes do CP
• Avaliadores
• Professores do quadro, contratados e em período probatório

8 - O que faz o Conselho Pedagógico?
Elege os quatro professores para integrar a Secção de Avaliação, aprova o documento de registo e avaliação do desenvolvimento das actividades realizadas pelos avaliados.

9 - O que faz a Secção de Avaliação?
É o órgão do conselho pedagógico de cada escola responsável por assegurar a aplicação do sistema avaliativo tendo, entre outras tarefas, de calendarizar todos os procedimentos da avaliação, acompanhar todo o processo, aprovar a classificação final, validar as notas de desempenho de Muito Bom, Excelente e Insuficiente.

10 - O que faz o director?
É responsável por todo o processo de avaliação e é quem homologa a decisão final, avaliando ainda os recursos.

11 - Que efeito tem a avaliação?
• Excelente – permite uma bonificação de um ano na progressão da carreira, que acontece no escalão seguinte
• Muito bom - bonificação seis meses na progressão na carreira docente, a usufruir no escalão seguinte
• Excelente ou de Muito Bom no 4.º e 6.º escalões - permite, respectivamente, a progressão ao 5.º e 7.º escalões sem estar dependente de vagas
• Bom ou mais – é considerado o período de tempo a que respeita para efeitos de progressão na carreira
• Insuficiente ou de Regular – determina a obrigatoriedade de um plano de formação do docente a realizar no ciclo avaliativo seguinte. As duas notas não permitem avançar na carreira, sendo que no caso dos professores de quadro que obtiverem insuficiente por duas vezes, será instaurado um processo de averiguações. Para os contratados, duas menções de insuficientes, determina a sua exclusão dos concursos

12 - Quem está isento da avaliação?
• Os professores no oitavo escalão da carreira, desde que, em todas as avaliações, tenham obtido, no mínimo, a classificação de Bom
• Os que se encontram no nono e décimo escalões da carreira
• Os que reúnam condições de aposentação

Fonte

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Equipas de Apoio às Escolas acabam em Setembro

"(...) as 41 equipas de apoio às escolas (EAE) vão ser extintas já em Setembro e há outros serviços e gabinetes das DRE que estão igualmente em risco de encerrar.